sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Servir a Deus ou ao Dinheiro?

A Campanha da Fraternidade deste ano é uma campanha ecumênica, cujo texto foi produzido pelas Igrejas Cristãs que fazem parte do CONIC ,“Conselho das Igrejas Cristãs do Brasil”. O tema “Economia e Vida” quer propor uma ordem econômica a serviço da vida. Penso não ser ingenuidade pensar que uma boa instituição não funcionará bem se não houver pessoas especialmente movidas pelo amor à vida, à própria e a vida de todos os outros. As leis garantem o mínimo.
O amor dá o máximo. Donde o texto inspirador da CF de 2010: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”(Mt 6,24). Em sua última Encíclica “Caritas in Veritate”, o Santo Padre, Bento XVI nos advertia:  “O binômio exclusivo mercado-Estado corrói a sociabilidade, enquanto as formas econômicas solidárias, que encontram o seu melhor terreno na sociedade civil, sem contudo se reduzir a ela, criam sociabilidade. O mercado da gratuidade não existe, tal como não se podem estabelecer por lei comportamentos gratuitos, e todavia tanto o mercado como a política precisam de pessoas abertas ao dom recíproco.”(37). Mas pessoas abertas ao dom recíproco são aquelas que ultrapassaram a fase egocêntrica do próprio desenvolvimento, amadurecidas para o amor.
Todos temos tendência a retornar sobre o próprio EGO, egoísmo, e só mediante um esforço permanente de conversão conseguimos situar-nos no horizonte da reciprocidade. Donde ser a Campanha da Fraternidade um precioso processo de reflexão situado no contexto da quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, quando os cristãos celebram a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Hoje como nunca a humanidade pode verificar os efeitos destrutivos do egoísmo que infecta as relações humanas gerando estruturas injustas que atentam contra a vida.
A antropologia cristã se apóia em três afirmações fundamentais: a) Deus criou o ser humano para ser feliz na comunhão com Ele, vivendo em comunidade, construindo pelo trabalho um mundo cada vez mais humano, e, depois, participar na eternidade da plenitude de sua vida; b) a humanidade, entretanto, pecou desde o princípio, introduzindo na história a desordem, cuja raiz é a ruptura da relação com o próprio Deus. O pecado destrói a harmonia querida por Deus e se instala dentro do ser humano como um dinamismo que conduz para a morte. Abandonado a si mesmo o ser humano não consegue reconstruir na verdade e na justiça sua vida; c) Deus não abandonou o ser humano: amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho Único, Jesus Cristo, como Redentor(cf. Jo 3,16).
A missão redentora de Jesus, Ele a cumpre assumindo nossa condição de pecadores. São Paulo chega ao extremo de afirmar: “aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornemos justiça de Deus”( II Cor 5,21). O Papa João Paulo II assim comenta essa passagem: “Para transmitir ao homem o rosto do Pai, Jesus teve não apenas de assumir o rosto do homem, mas de tomar também o « rosto » do pecado” (NMI 55). O profeta Isaias havia anunciado: “Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores, que levava às costas. E o povo achava que ele era um castigado, alguém por Deus ferido e massacrado. Mas estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias, estava sendo esmagado por nossos pecados...”(Is 53,4ss). E mais adiante: “com sua experiência, o meu servo, o justo, fará que a multidão se torne justa”(53,11). São Paulo assim descreve o caminho percorrido por Jesus: o Filho “esvaziou-se de si mesmo, assumindo a condição de servo” e “humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte e morte de Cruz”(Cf. Filip 2,6-8). “Por isso, Deus o exaltou acima de tudo” e o fez “Senhor” (2,9-10).
Pelo Espírito Santo o Cristo ressuscitado age em nós. Pela força do Espírito podemos vencer o pecado e refazer em nós a beleza divina que perdemos. A quaresma é tempo de meditar e orar sobre essas coisas. O mundo pode ser diferente em todos os níveis: na vida familiar, na vida social, na política, na economia. Uma cultura nova pode  plasmar a convivência humana, a cultura da vida. Mas isso só será possível se houver conversão, volta para Deus. “Não podeis servir a Deus e  ao dinheiro”, adverte-nos Jesus. A avareza - o desejo de acumular bens -  é idolatria. Produzir bens, sem destruir a natureza, para o bem de todos é ordem divina. “Convertei-vos e crede no evangelho” significa crer na força transformadora do Espírito e empenhar-se na construção de uma ordem econômica onde o que Deus destinou a todos os seres humanos possa realmente chegar a todos os seres humanos. Recordemos a palavra de Bento XVI: “tanto o mercado como a política precisam de pessoas abertas ao dom recíproco.”(37).
Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Os Coroinhas na Igreja

Dia 21 de outubro de 2007, o Cardeal Saraiva reuniu-se com os Bispos Católicos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em Frederico Westphalen, para beatificar o coroinha Adílio. Até aquela data sempre foi lembrado São Tarcísio como exemplo e padroeiro dos coroinhas.
São Tarcísio, por volta de 258, com apenas 12 anos de idade, levou a Eucaristia aos Cristãos condenados à morte por ordem do imperador Valeriano. Pressionado por pagãos a entregar-lhes o tesouro eucarístico, resistiu até a morte. Foi sepultado em Roma, nas catacumbas de São Calisto.
O coroinha Adílio quis acompanhar o Padre Manuel na desobriga dos militares da região do Alto Uruguai. Alertado do perigo de emboscadas por parte de anti-clericais, retrucou: “Sou coroinha, estou  a serviço de Deus”. E acompanhou o padre.
De fato o padre e o coroinha foram emboscados. O padre teve morte instantânea com uma bala na cabeça. O menino foi torturado barbaramente por ódio contra a religião. Morreu um pouco antes de chegar o socorro. Foi mártir do dever. É símbolo moderno de fé e dedicação a Deus. A ele se aplica o lema dos coroinhas: “Consagrar desde cedo nossa vida a Deus”.
Além de “desde cedo consagrar sua vida a Deus”, os coroinhas –meninas e meninos – circundam nossos altares quais anjos a serviço da liturgia, cuidando dos vasos sagrados e ajudando nas romarias, nas procissões e nas celebrações da fé.
Enquanto as crianças e adolescentes estão expostos a muitos venenos, os coroinhas aprendem a viver e a conviver em paz e harmonia, num espaço de alegria, de tolerância e de fé. Os encontros de coroinhas, graças a assessores e assessoras dedicados, evitam o perigo da droga, da violência e do ódio.
Proporciona-se um ambiente de liberdade, do cultivo de ideais cristãos, da superação de conflitos no lar, da arte de bem viver na amizade e no serviço a Deus e ao próximo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Por quê temos de ir para Igreja?

A Igreja é um ótimo lugar para ir. Você pode até achar estranho, mas é verdade. Muitas vezes algumas pessoas me perguntam como é ajudar e ir.
Eu ajudo muito onde eu frequento, mas além disso, eu rezo bastante. É isso que todos nós precisamos fazer. Na minha opinião, o essencial para todos é o seguinte:

1- Rezar;
2- Ajudar;
3- Participar pontualmente.

Sem tudo isso, não consigo ir a Igreja.

Weslley Coelho da Paixão

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ano Litúrgico

Ano Litúrgico é a celebração da vida de Jesus Cristo ao longo do ano. A cada ano, os cristãos revivem as etapas mais importantes da vida de nosso Senhor: seu nascimento, a morte, ressurreição, ascensão e o envio do Espírito Santo... No ano civil, somos orientados pelas estações (primavera, verão, outono, inverno) e pelas festas cívicas (carnaval, Tiradentes, Independência... ). No ano Litúrgico nossa caminhada de fé é marcada pelos movimentos fortes da vida do Senhor.

A expressão "Ano Litúrgico" começou a ser usada no século XIX, quando surgiu o Movimento Litúrgico. A litúrgia foi coroada no Concílio Ecumênico Vaticano II, com a constituição "SACROSANCTUM CONCILIUM". O modo de como se organiza o Ano Litúrgico pode ser por tempos:

1. Tempo do Advento: 4 Domingos antes do natal;
2. Tempo do Natal: até o batismo do Senhor;
3. Tempo da Quaresma: 5 Domingos mais a Semana Santa;
4. Tempo Pascal: da Páscoa até Pentecostes;
5. Tempo Comum: 34 Domingos assim distribuídos - da festa do batismo do Senhor até o início da Quaresma; de Pentecostes até o 34º Domingo Comum.

Por isso, a cada Domingo que nos encotramos na Santa Missa Recebemos a Santidade de Cristo como fonte de graça, além de aprender a ser santo com Palavra de Deus.

Padre Hailton Alves de França.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Veja:

Deus nos chama à santidade. Ele diz:


"Sereis santos porque Eu sou Santo" (LV 11, 45b). Se Deus nos chama, certamente Ele nos capacitará. Basta nos lançarmos.
Deus o abençõe e conduza neste caminho de santidade!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Por que o dízimo é uma fonte de bênçãos?

O dízimo é uma fonte de bênçãos porque tudo o que é feito com amor agrada a Deus. Deus não vende nem pelo dízimo que oferecemos a ele nem por qualquer outra oferta. Ele se dá por inteiro, e sempre: muitas vezes, quem não o acolhe somos nós. O dízimo é um caminho de conversão: ao partilhar nós nos transformamos, superando o egoísmo. E quem vence o egoísmo acolhe com mais facilidade a Deus e às suas bençãos.
Conclusão: abre-se à generosidade de Deus quem é generoso para com sua comunidade.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hábitos da vida

Todos os dias temos muitas coisas para fazer. Desde a hora de acordar até a de dormir. Costumamos fazer as mesmas coisas, todos os dias.
E por isso, quando vamos em algum outro lugar, os nossos hábitos ficam diferentes. Isso se chama ROTINA.
Você deve estar pensando: o que isso tem haver com orações? Pode até não ter muita lógica, mas faz sentido.
O principal objetivo desse texto, é mostrar que nós devemos e podemos fazer coisas. Quando me referi a respeito de hábitos diferentes, quero dizer, "hábitos bons".
Por isso, preste atenção no que você faz e fará no futuro.

Weslley

sábado, 20 de novembro de 2010

Qual a melhor religião?

Todas as pessoas que habitam no mundo inteiro tem sua própria religião. Na verdade não existe uma crença melhor do que a outra.
Cada uma escolhe uma, mas que acredite nela.

Comente se você concorda ou não com essa afirmação acima.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um grande amigo

Um grande amigo é aquele que você confia muito. Seria uma espécie de irmão, mas fora de casa. Muitas pessoas escolhem tipos de amizades que não são adequadas para elas.



Nós escolhemos certas amizades inadequadas. Mas também existem bons ou ótimos tipos de amigos.


Muitas vezes passamos a fazer favores para aquela pessoa que é nossa amiga.


Por isso, tome cuidado, pois, você pode estar caindo para o lado errado. Preste bem atenção com quem está conversando. Um bom amigo é o bastante para que você se sinta melhor.

Weslley

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,



somente uma época na vida de cada pessoa


em que é possível sonhar e fazer planos


e ter energia bastante para realizá-las


a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.






Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente


e desfrutar tudo com toda intensidade


sem medo, nem culpa de sentir prazer.






Fase dourada em que a gente pode criar


e recriar a vida,


a nossa própria imagem e semelhança


e vestir-se com todas as cores


e experimentar todos os sabores


e entregar-se a todos os amores


sem preconceito nem pudor.






Tempo de entusiasmo e coragem


em que todo o desafio é mais um convite à luta


que a gente enfrenta com toda disposição


de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,


e quantas vezes for preciso.






Essa idade tão fugaz na vida da gente


chama-se PRESENTE


e tem a duração do instante que passa.

Weslley