quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A mensagem é sempre a mesma, mas às vezes se torna incompreesível. Os corações se endurecem e não conseguem mais pensar em nada, senão em si mesmos.
É a festa da doação, do sair de si e expor-se sem reservas ao próximo necessecitado. Éramos necessitados de vida, e a Vida se encarna por nós. A possuímos em abundância, porque o dom sem limite não se reservou ao encarnar-se, mas quis que todos, sem distinção, fossem plenos da vida, que é Ele próprio.
Sei que Deus tem me dado certas graças, e uma delas é poder celebrar os principais mistérios da nossa fé no lugar onde eles aconteceram.Assim é por ocasião da festa que estamos para celebrar, o Natal do Senhor.
Na linda noite de Natal, a mais encatadora de todas as noites, estarei junto com o presbitério da Terra Santa e de todo o mundo, celebrando na Basílica da Natividade o Natal do Senhor. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada. Mas dizei uma palavra e serei salvo!
 Envie seu pedido de oração para a missa que será celebrada na gruta do nascimento de Jesus, no dia de Natal:
E-mail: weslleypaixaoo@hotmail.com
Quero rezar por você e pedir ao Menino Jesus que Ele lhe ceda um pequeno lugar na sua mangedoura. Que ali deitados, Ele venha a acariciar seu coração e lhe dar uma graça muito especial nesse Natal...assim sendo, não será mais um Natal, mas o Natal passado junto com Menino, na sua mangedoura, ao lado de Maria e José e de todos os homens de boa vontade.
Façamos da manjedoura de Belém o lugar de encontro nesse Natal, cientes que ali nos encontraremos, e ali passaremos essa noite encantadora, juntos como irmãos e como Igreja, reunidos em torno da Inocência Encarnada, do Verdo Eterno, agora homem como nós para enaltecer a nossa natureza e nos tornar dígnos de um dia participarmos de seu eterno reino.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nossa Senhora da Imaculada Conceição - 08 de Dezembro

Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os Santos.

Esta verdade reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos Padres e Doutores da Igreja oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado de expressões como: cheia de graças, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental que sempre muito amou a Santíssima Virgem tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Foi o franciscano Duns Scoto no séc. XIII, quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser mãe do seu Filho. Isso era possível para a Onipotência de Deus, portanto, Deus, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Graças a Deus, rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio de sua mãe Sant'Ana foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina de Labouré, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração:

"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". E quatro anos depois que a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma em 1854: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem na sua aparição em Lourdes, confirmou a definição dogmática e fé do povo dizendo para Santa Bernadete e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição". 


Virgem Imaculada...rogai por nós! 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Foi realizada a Novena de Santa Luzia - Paróquia São Sebastião

Foi realizada a santa Novena e festa de Santa Luzia. Vários Fiéis estiveram presentes. Santa Luzia 
Rogai por nós!   

domingo, 4 de dezembro de 2011

Equipe Pandas - Gota de Água Benta


Acesse este Link!
Doe!
Compartilhe!
Tenha Jesus em seu coração!


Tempo do Advento.

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final 
dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.


Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.
Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Foram encerrados os Encontros Vocacionais da Diocese de Campo Limpo - SP



No último Domingo dia 27 de novembro, foi realizado o último Encontro Vocacional de 2011. Muitos Jovens estiveram presentes, incluindo a presença das irmãs, dos padres Lídio e Juarês e a presença da psicóloga da diocese, Izaura.
O encerramento foi ótimo, e que no próximo ano possa vir mais jovens, para ser realizado com muito amor e dedicação, aos que consagram sua vida a Deus.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nossa Senhora Aparecida



Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós!




Foi realizada a grande festa da mãe Aparecida na comunidade Nossa Senhora Aparecida. Muitos fiéis estavam presentes.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ser Jovem

Ser jovem é viver a vida sim, seja com responsabilidade ou não, mas sempre com muita intensidade,criatividade e vontade de mudar o que não está legal. o que nos incomoda, o que é injusto, alguns de formas bem radicais, outros de formas delicadas, mas sempre e na maioria das vezes através da linguagem lúdica. Ser jovem é ter arte de mudar,de inventar..... Porque:
....Pra ser feliz a gente inventa
Conta piadas no sinal
Fala da vida da formiga
E diz que nada vai dar mal.
E assim nós jovens vamos a luta
A começar por nosso Brasil
Por Políticas Públicas de juventude
que deixe as juventudes mais a mil.

domingo, 4 de setembro de 2011

2º Encontro da Jornada Jovem

Aconteceu o Grande Encontro da Jornada Jovem na Paróquia São Sebastião. Com o tema "Eu te Escolhi". 
Muitas pessoas estiveram presentes.
O Encontro acabou, mas a missão continua!







segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Seguir Cristo é caminhar com a Igreja e dar testemunho


A participação recorde de Portugal numa Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com mais de 12 mil pessoas em Madrid, saldou-se para muitos dos peregrinos por uma experiência única e “espectacular”
«Não guardeis Cristo para vocês próprios. Comuniquem aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé, necessita certamente de Deus. Penso que a vossa presença aqui, jovens vindos dos cinco continentes, é uma maravilhosa prova da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja», disse ontem o Papa   aos milhares de jovens na missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, no aeródromo madrileno de Cuatro Vientos.

Bento XVI aconselhou os jovens a procurarem integrar-se «nas paróquias, comunidades e movimentos», bem como a «participação na Eucaristia de cada domingo, a recepção frequente do sacramento do perdão, o cultivo da oração e a meditação da Palavra de Deus». E, tendo em consideração que «muitos se sentem atraídos pela figura de Cristo», afirmou que devem levar a fé a «outras terras e países onde há multidões de jovens que aspiram a coisas maiores, vislumbrando nos seus corações a possibilidade de valores mais autênticos, e sem deixar-se seduzir pelas falsas promessas de um estilo de vida sem Deus.»

Bento XVI lembrou ainda na sua homilia da missa final da JMJ que «a fé vai mais longe que os simples dados empíricos ou históricos, e é capaz de apreender o mistério da pessoa de Cristo na sua profundidade», frisando que «a fé não é fruto do esforço do homem, da sua razão, mas é um dom de Deus».

«A fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Cristo, mas supõe uma relação pessoal com Ele, a adesão de toda a pessoa, com a sua inteligência, vontade e sentimentos, à manifestação que Deus faz de si mesmo», assinalou.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dia do Padre

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
Em todas as profissões e postos de comando, existem no correr da história figuras notáveis ou pelo talento ou pela ação ou, até mesmo pelo escondimento. Exemplos notáveis não faltam na Igreja de quem se notabilizaram ou felizmente pela inteligência, pela ação evangelizadora ou, até mesmo pela simplicidade e humildade de suas vidas.
Ao celebrar a festa litúrgica de São João Maria Vianney, pároco exemplar na história, não muito distante no tempo, da Igreja, somos – os padres – convidados a contemplar a vida operosa, dedicada e sublimada deste nobre e conhecido clérigo da Igreja da França.
É ele constituído pelo Papa, como modelo luminoso de quem, fiel a sua sublime vocação tornou-se em todos os assuntos a figura modelar de um verdadeiro pároco, que na paróquia assume como que o posto de pai exemplar de todas as famílias.
Não é difícil na vida atual da Igreja encontrar sacerdotes silenciosos, humildes e dedicados que no seu zelo pastoral são luzes bem claras da ação do sacerdote. Homens de oração, portanto de união íntima com Deus, de dedicação sacrificada ao bem dos irmãos, do desprendimento das coisas materiais, sabem viver integralmente em união mística como o fundador da Igreja: Jesus Cristo. Não fica difícil lembrar a figura do Cura D’Ars como modelo e protótipo do verdadeiro ministro de Deus.
Como prova da aceitação do céu à vida exemplar deste humilde sacerdote francês, seu corpo não foi consumido pela terra e se encontra perfeitamente íntegro em seu oratório silencioso e glorioso no altar lateral da igreja paroquial de Ars, na França. Tem-se a impressão de o Santo ter deixado a terra minutos antes.
Tive a felicidade de celebrar a missa neste altar, com o cálice que era de seu uso diário no tempo de sua vida terrena. Além disso, sente-se um clima de sobrenatural beleza diante daquele humilde altar em que o corpo de São João Maria Vianney se vê intacto como se estivera vivo.
A festa do dia 4 de agosto em homenagem a São João Maria Vianney traz à mente de todos os sacerdotes do mundo o cuidadoso zelo pelas suas obrigações pastorais, pela sua dedicação ao povo de Deus e pela sua união mística com o Senhor do céu.
É este o santo que a Igreja apresenta como modelo para o padre diocesano: viver na oração, dedicar-se exclusivamente aos que dele precisam e respirar um clima sobrenatural do contínuo contato com Deus pela vida contemplativa.
São João Maria Vianney atrai, pela sua vida, os que na aspiração sobrenatural do sacerdócio guardam no coração o desejo sincero de viver na simplicidade os fulgores da vivencia amorosa com Deus. A festa de São João Maria Vianney é um humilde e eloquente convite a todos os párocos para gozarem no dia a dia do seu sacerdócio – que é eterno – as belezas místicas que emanam do exemplo luminoso da vida deste protetor que a Igreja nos apresenta como modelo exemplar da vida pastoral de nossas paróquias.

Mês Vocacional

Caros amigos
O mês de agosto é um mês muito importante para nós católicos e sobretudo para a Pastoral Vocacional e os vocacionados.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O que Deus quer de nós?


Deus quer de nós um coração pronto a servir, porque Deus precisa daqueles que querem o servir. Muitas vezes pensamos que não estamos qualificados para a obra e por isso não servimos o Senhor do jeito que Ele quer, quando na verdade esquecemos que estamos servindo ao Capacitador. Deus não chama os capacitados, ele capacita os dispostos e os que querem ser usados por Ele.
Deus quer jovens avivados, cheios do Espírito Santo. Nós temos que buscar o Senhor de todo o nosso coração, pois quem o busca o encontra e quanto mais buscamos de Deus algo maravilhoso ocorre em nossas vidas, recebemos um novo coração, um coração quebrantado. Um coração quebrantado na presença de Deus é o segredo de muitas vitórias. Deus honra os quebrantados de coração.
Sejamos cheios de Deus! Cheios do Espírito! Prossigamos em conhecer ao Senhor! Que neste dia o Senhor Jesus derrame sobre a sua vida um renovo, uma nova sede, uma nova fome por Ele; pois no dia do juízo Ele vai pedir por onde você andou quando deveria estar com Ele, o que você estava fazendo quando você tinha que servir a Ele.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Corpus Christi

No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124 pelo Bispo Albero. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses, em Fosses, e foi enterrada em Villiers.


Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que ela teve da Igreja, sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, a Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos, e a Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja e mais tarde Papa Urbano IV.

O bispo ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, convocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Ao mesmo tempo, o Papa ordenou que um monge, de nome João, escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.

Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu esse costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.

Naquela época, o Papa Urbano IV tinha sua corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde em 1263 (ou 1264) aconteceu o famoso Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração da hóstia fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Hóstia, viu sair dela sangue, que empapou o corporal (pequeno pano onde se apóiam o cálice e a patena durante a Missa). A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conserva o corporal, em Orvieto, onde também se pode ver a pedra do altar de Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre, movido pelo prodígio, e por petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula "Transiturus", de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes, e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício nesse dia.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou de escrever um ofício - o texto da liturgia - a São Boa-ventura e também a Santo Tomás de Aquino. Quando o Pontífice começou a ler, em voz alta, o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura o achou tão bom que foi rasgando o seu em pedaços, para não concorrer com o de São Tomás de Aquino.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 foi promulgada uma recompilação das leis - por João XXII - e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida, a partir da Bélgica, entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declarou que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, em determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Dessa forma, os cristãos expressam sua gratidão por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: ACI Digital [9]

A celebração da festa de "CORPUS CHRISTI" no Vaticano
Em Roma começou-se, desde o século XV, com o Papa Nicolau XV (1447-1455) a celebrar a festa de "Corpus Christi", com a procissão de São João de Latrão até Santa Maria Maior. A atual Via Merulana, no entanto, só pôde ser percorrida a partir de 1575, quando foram terminadas as obras para construir o retilíneo, sob o pontificado de Gregório XIII.
Durante três séculos, manteve-se o costume de fazer a procissão eucarística guiada pelos Papas. Depois, a partir de 1870, ano da "tomada de Roma", o costume caiu em desuso, sendo retomado pelo Papa João Paulo II, em 1979.

História da festa de "CORPUS CHRISTI" no Brasil

A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses. No Brasil, numa carta de 9 de agosto de 1549, o Padre Manuel da Nóbrega, da Bahia, informava: “Outra procissão se fez dia de Corpus Christi, mui solene, em que jogou toda a artilharia, que estava na cerca, as ruas muito enramadas, houve danças e invenções à maneira de Portugal”. (Cartas do Brasil, 86, Rio de Janeiro, 1931).
As procissões portuguesas eram esplendorosas: tropas, fidalgos, cavaleiros, andores, danças e cantos. A imagem de São Jorge, padroeiro de Portugal, seguia a procissão montada em um cavalo, rodeada de oficiais de gala. [5]
A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.


Enfim, Corpus Christi é o próprio Cristo, o Corpo de Cristo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pentecostes

Pentecostes, do grego, pentekosté,
 é o qüinquagésimo dia após a
Páscoa. Comemora-se o envio
 do Espírito Santo à Igreja.
 A partir da
Ascensão de Cristo, os
 discípulos e a comunidade
 não tinham mais a presença
 física do Mestre. Em cumprimento à
 promessa de Jesus, o Espírito foi
enviado sobre os apóstolos. Dessa forma,
 Cristo continua presente na Igreja, que é
 continuadora da sua missão.

A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento
, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14),
 dia de alegria
 e ação de graças, portanto, uma festa agrária.
 Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que
 a terra tinha produzido.
 Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da
 Aliança
 do Sinai (Ex 19, 1-16).

No Novo Testamento, o Pentecostes
 está relatado no livro dos Atos dos
 Apóstolos 2, 1-13. Como era costume,
 os discípulos, juntamente com Maria,
 mãe de Jesus, estavam reunidos para
 a celebração do Pentecostes judaico.
 De acordo com o relato, durante a
 celebração, ouviu-se um ruído,
"como se soprasse um vento impetuoso".
 "Línguas de fogo" pousaram sobre os
 apóstolos e todos ficaram repletos do
 Espírito Santo e começaram a falar em
 diversas línguas.

Pentecostes é a coroação
 da Páscoa de Cristo.
 Nele, acontece a plenificação
 da Páscoa, pois a vinda do
 Espírito sobre os discípulos
 manifesta a riqueza da vida
 nova do Ressuscitado no coração,
 na vida e na missão dos discípulos.

Podemos notar a importância de
 Pentecostes nas palavras do Patriarca
 Atenágoras (1948-1972):
 "Sem o Espírito Santo, Deus está distante
, o Cristo permanece no passado,
 o evangelho uma letra morta, a
Igreja uma simples organização,
 a autoridade um poder, a missão
 uma propaganda, o culto um arcaísmo,
 e a ação moral uma ação de escravos".
O Espírito traz presente o Ressuscitado
 à sua Igreja e lhe garante a vida e a
 eficácia da missão.

Dada sua importância, a celebração
 do Domingo de Pentecostes inicia-se
 com uma vigília, no sábado. É a preparação
 para a vinda do Espírito Santo, que comunica
 seus dons à Igreja nascente.

O Pentecostes é, portanto, a celebração
 da efusão do Espírito Santo. Os sinais
 externos, descritos no livro dos Atos dos
 Apóstolos, são uma confirmação da
 descida do Espírito: ruídos vindos do
 céu, vento forte e chamas de fogo.
 Para os cristãos, o Pentecostes marca
 o nascimento da Igreja e sua vocação
 para a missão universal.

sábado, 21 de maio de 2011

Ascenção do Senhor

A Glória e Exaltação de Cristo

Depois que o Senhor Jesus apareceu a seus discípulos foi elevado ao céu. Este acontecimento marca a transição entre a glória de Cristo ressuscitado e a de Cristo exaltado à direita do Pai. Marca também a possibilidade de que a humanidade entre no Reino de Deus como tantas vezes o anunciou Jesus. Desta forma, a ascensão do Senhor se integra no Mistério da Encarnação, que é seu momento conclusivo

terça-feira, 26 de abril de 2011

Oitava da Páscoa

Passada a Quaresma, pela qual nos preparamos para a celebração da Ressurreição do Senhor, entramos no Tempo Pascal, tempo de alegria e exultação pela nova vida que o Senhor nos conquistou pagando, com sua entrega na cruz, o alto preço de nosso resgate. A cor litúrgica é branca, símbolo da pureza e da alegria (afinal, estamos limpos do pecado) e a presença do Círio Pascal é marcante como símbolo do Cristo Ressuscitado, coluna de LUZ que vai à frente do seu povo.



Nesta semana, em particular, estamos celebrando A OITAVA DA PÁSCOA. Como o mistério da "passagem" do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS (no passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal).


Todo o tempo pascal, que se estende por 7 semanas até a Festa de Pentecostes, é marcado, não apenas nos domingos mas também durante os outros dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João. São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.


Que a luz do Cristo Ressuscitado nos ilumine para que possamos ser LUZ para o mundo!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Domingo de Páscoa

“‘Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!’ (Lc 24, 5b-6). Três dias após a morte de Jesus, algumas mulheres foram ao seu túmulo, ouviram este anúncio e se tornaram mensageiras dessa boa notícia.



Também hoje a Igreja testemunha e anuncia, como fez através dos séculos: Jesus Cristo, morto na cruz, ressuscitou, está vivo e presente no meio de nós! Por infinita condescendência para conosco, Deus tornou-se próximo de nós e manifestou-nos amor sem medida, iluminou e deu sentido novo à vida através da ressurreição de Jesus.


A Páscoa, passagem das trevas para a luz, da morte para a vida, empenha-nos decididamente na superação dos sinais de morte ainda presentes na cultura e na convivência humana. O anúncio pascal traz a certeza de que a injustiça e o egoísmo, a violência e o ódio não terão a última palavra sobre a existência…


Ressuscitou! Não está mais entre os mortos! O amor de Deus, manifestado a nós na ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, alimenta a alegria e a esperança; ao mesmo tempo, faz-nos participar da edificação da sociedade, segundo os critérios da verdade, da justiça e da solidariedade. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males…

Jesus Cristo, que passou da morte para a vida, fortifique nossa esperança. O Deus da vida abençoe a todos.



COMO SE CALCULA A PÁSCOA? QUANDO VAI CAIR?


A Páscoa sempre acontece na primeira lua cheia após a primavera na Europa (outono aqui no Brasil). A primavera na Europa tem um enorme significado de vida, pois durante o inverno toda a natureza fica morta, ressurgindo com o início de uma nova estação. Podemos fazer uma analogia da primavera com a Ressurreição de Jesus, que vence a morte.


Bem, como estávamos falando, quando descobre-se qual o dia da primeira lua cheia da primavera, então passam-se a contar 40 dias (quaresma) para trás, sem incluir os domingos. Então chega-se à data que será a Quarta-Feira de Cinzas e o início da quaresma. Por isso, a Páscoa é uma data móvel, assim como a Sexta-Feira Santa, a Quinta-Feira Santa, o Carvanal etc

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Domingo de Ramos


Uma das manifestações mais tradicionais da Quaresma são as procissões em honra dos passos do Senhor. Neste Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, Jesus nos traça o seu itinerário pascal: frente ao homem que tem pretensão de ser como Deus, Cristo decide ser como homem, fazendo-se obediente até o extremo da morte na cruz, que se torna o seu “Sim” definitivo ao Pai e à humanidade.


Para segui-Lo, somos convidados a trazer palmas nas mãos, como os Macabeus, que da vitória sobre os invasores, entram triunfantes em Jerusalém (1 Mac 13, 49-52); e, semelhantes aos elitos, que empunharão palmas de vitória diante do Trono e do Cordeiro Imolado, depois de terem lavado suas vestes, tornando-as brancas no sangue do Cordeiro (Ap 7,9)


Por tudo isso, este domingo é como que uma chave de leitura para se entender o Mistério da Pácoa: Cristo é o protagonista da sua paixão, não um objeto da maldade humana, ou uma mera vítima das ciladas de seus inimigos. É Ele mesmos que se lança para a cruz, como um homem apaixonado, que se encaminha para o altar nupcial: a maldade dos homens nunca poderá preceder a Misericórdia de Deus.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Círio Pascal

É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra "círio" vem do latim "cereus", de cera. O produto das abelhas. O círio mais importante é o que é aceso na vigília Pascual como símbolo de Cristo - Luz, e que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado.



O Círio Pascal é já desde os primeiros séculos um dos símbolos mais expressivos da vigília. Em meio à escuridão (toda a celebração é feita de noite e começa com as luzes apagadas), de uma fogueira previamente preparada se acende o Círio, que tem uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Omega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.


Na procissão de entrada da Vigília se canta por três vezes a aclamação ao Cristo: "Luz de Cristo. Demos graças a Deus", enquanto progressivamente vão se acendendo as velas do presentes e as luzes da Igreja. Depois o círio é colocado na coluna ou candelabro que vai ser seu suporte, e se proclama em torno à ele, depois de incensá-lo, o solene Pregão Pascal.


Além do simbolismo da luz, o Círio Pascal tem também o da oferenda, como cera que se consome em honra a Deus, espalhando sua Luz: "aceita, Pai Santo, o sacrifício vespertino desta chama, que a santa Igreja te oferece na solene oferenda deste círio, trabalho das abelhas. Sabemos já o que anuncia esta coluna de fogo, ardendo em chama viva para glória de Deus... Rogamos-te que este Círio, consagrado a teu nome, para destruir a escuridão desta noite".

O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do tempo pascal, ao lado do ambão da Palavra, ate´a tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. O Círio Pascal também é usado durante os batismos e as exéquias, quer dizer no princípio e o término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna


Tempo Pascal

O Tempo Pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).


terça-feira, 29 de março de 2011

Páscoa

Páscoa é tempo de Amor,
de família e de Paz...
É tempo de agradecermos
discretamente
por tudo que temos
e por tudo que teremos.
Páscoa é um sentimento
nos nossos corações
de esperança e fé e confiança.
É dia de milagres;
é dia dos nossos sonhos parecerem
estar mais perto,
tempo de retrospecção
por tudo que tem sido
e uma antecipação de tudo que será.
E é hora de lembrar

com amor e apreciação
as pessoas em nossas vidas
que fazem diferença.







Sábado Santo

O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo. Nas Filipinas, nação notoriamente católica, chama-se a este dia Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.







Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações são as que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, excepto o da Confissão. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.






Muitas das igrejas de comunhão anglicana seguem estes mesmos preceitos. Já a Igreja Ortodoxa, bem como os ritos católicos orientais, seguem as suas próprias tradições e possuem terminologia própria para estes dias e respectivas tradições e celebrações. Como é de esperar, apesar de a Páscoa e os dias relacionados serem importantes para todas as tradições cristãs, do Mormonismo ao Catolicismo, as celebrações variam grandemente.






Antes de 1970, os católicos romanos deviam praticar um jejum limitado: por exemplo, abstinência de carne de gado, mas consumo de quantidades limitadas de peixe, etc. Em alguns lugares, a manhã do Sábado de Aleluia é dedicada à "Celebração das Dores de Maria", onde se recorda a "hora da Mãe", sem missa.






É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.






No Sábado Santo, é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.






Sábado: remonta à Criação, passa pelo Êxodo e vai até ao fim do Apocalipse.





segunda-feira, 14 de março de 2011

Cartaz da Campanha da Fraternidade de 2011

 No meio de tanta poluição, há um sinal de vida. Além desses brotinhos verdes, tem uma borboleta voando no local. Muito impressionante ver como pode haver vida em tanta poluição.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quarta-feira de CInzas.

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial
porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma,
para que busquemos a conversão.

É um tempo de muita conversão, de muita oração,
de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quaresma

A palavra Quaresma vem do latim "quadragésima" e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedessem a festa do cristianismo: a Ressureição de Jesus Cristo.
A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa. A cor Litúrgica e é roxo, que significa luto e penitência.
Por isso vamos nos preparar para um momento tão importante.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lembre-se:

Deus é nosso Pai, criador e Jesus, o nosso Salvador!
A eles temos de ter obediência e escutar a tudo o que disserem.

Weslley.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tempo Comum: sua vivência

Além dos tempos, que possuem características próprias, existem trinta e três ou trinta e quatro semanas, durante o curso do ano, nas quais não se celebram fatos particulares do mistério de Cristo; nelas o mistério é venerado em sua globalidade, especialmente nos domingos.



Este período chama-se “per annum” (Tempo Comum).


J. Lopéz Martin diz muito bem que estamos diante de “um tempo importante, tão importante que, sem ele, a celebração do mistério de Cristo e sua progressiva assimilação pelos cristãos seriam reduzidas a episódios isolados, ao invés de impregnar toda a existência dos fiéis e das comunidades. Somente quando se compreende que o Tempo Comum é um tempo indispensável, que desenvolve o mistério pascal de modo progressivo e profundo pode-se dizer que se sabe o que seja o ano litúrgico. Dar atenção unicamente aos” tempos fortes “significa esquecer que o ano litúrgico consiste na celebração,com sagrada lembrança no curso de um ano, de todo o mistério de Cristo e da obra da salvação.


Neste longo período devemos prestar especial atenção ao Lecionário tanto dominical como ferial. É o tempo em que a comunidade cristã aprofunda na fé o mistério pascal e sublinha as exigências morais da vida nova.


A liturgia é antes de tudo,culto santificante; todavia,contém rica instrução ao povo de Deus,para a qual é importantíssima a leitura da Sagrada Escritura.


Por isso o Concílio Vaticano II estabeleceu que houvesse nas celebrações litúrgicas uma mais abundante, mais variada e mais adequada leitura da Bíblia (cf. SC 24,33,35). A recuperação da leitura da maior parte dos livros da Escritura acontece durante o Tempo Comum.


Neste período, deve ser lembrado e cultivado o sentido do domingo como Páscoa semanal e dia da Assembléia.


A leitura dos evangelhos sinóticos que caracteriza os anos A, B e C do lecionário dominical, deve levar em conta que tais textos são o testemunho da consciência de um itinerário de amadurecimento na Igreja primitiva. Esse itinerário, percorrido em momentos sucessivos, pode e deve tornar-se caminho de fé em direção a “uma consciência plena” da vontade de Deus , também para as nossas assembléias dominicais.


Segundo as indicações do cardeal Carlo Maria Martini, as etapas desse itinerário estariam nesta ordem:


O Evangelho de Mateus (ano A) marca a etapa da introdução às diversas experiências eclesiais (2011).


O Evangelho de Marcos (ano B) constitui a etapa da experiência catecumenal da conversão.


O Evangelho de Lucas (ano C) introduz à intelecção do mistério do reino em sua relação com a história

Santo do dia 20 de janeiro: São Sebastião - História da VIDA e MARTÍRIO de São Sebastião

São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé.


Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.


Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.


O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte.


À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.


Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.


Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.


As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro .



De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romanopor volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana.

Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. Luciana (Santa Luciana, cujo dia é comemorado em 30 de Junho) resgatou seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas. 


Relatos históricos citam que durante a Batalha das Canoas, na Praia do Flamengo, Estácio de Sá, pedindo a intercessão de São Sebastião, expulsou os calvinistas franceses do Estado da Guanabara. Em seguida, ergueu uma capela de palha em honra ao glorioso mártir, na Praia Martin Afonso, atual Praia Vermelha. A última ordem de Estácio de Sá foi que se cumprisse seu desejo de ser sepultado nessa capela.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vocação Religiosa

 A Vocação Religiosa é um dom para a Igreja e um sinal para o mundo. Os religiosos são consagrados a Deus para servi-lo e para servir os irmãos e irmãs. Este serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o Carisma de cada Congregação religiosa e de cada membro da mesma como um dom, como um modo próprio de ser e agir. Esse dom dado pelo Espírito torna a pessoa apta a realizar determinada missão.


O jovem vocacionado ingressa em uma família religiosa conforme o carisma pessoal e de acordo com o Carisma da Instituição que ele escolhe para uma missão específica.


Os Religiosos são homens e mulheres que ouviram um dia o chamado de Deus para colocarem suas vidas a serviço, em total entrega a Deus e aos irmãos e irmãs. São chamados a deixarem tudo: casa, família, propriedade, bens, e livremente ingressam numa Congregação ou Ordem religiosa. Professam os Votos de pobreza, castidade e obediência.


Pobreza aqui quer ter o significado de capacidade de desprendimento de si mesmo, não ter nada de próprio, para que, livre dos bens materiais, na liberdade interior, possa ter Deus como o Tudo, único bem, o Absoluto de sua vida.


Castidade é, além da renúncia livre do matrimônio, ser capaz de ofertar seu coração e todo o seu ser a Deus, numa abertura de amor mais ampla, livre, um amor oblativo, a Deus e nele, a todas as pessoas, numa entrega amorosa na missão que assume como projeto de Deus para sua vida.


Obediência: Busca constante da vontade de Deus, para melhor servir. A obediência a Deus passa por mediações: A Igreja, a Congregação religiosa na pessoa dos superiores e à fraternidade.


Ela se dá através de um íntimo relacionamento com Deus, na abertura e confronto aberto, maduro e sincero entre os membros.


A Origem da Vida Consagrada


O Fundamento da Vida Consagrada é Jesus Cristo. Ele que sendo de condição divina não quis viver segundo a glória que tinha, mas se esvaziou, veio a este mundo, tornando-se um de nós, e em atitude de humildade se entregou até à morte e morte de Cruz (cf fil 2, 1-11s). É Ele próprio quem faz apelo para o seu seguimento: “Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis escolher e foram até Ele” ( Mc3,13); Constituiu o grupo dos doze para que ficassem com Ele... e os enviou a pregar, com poder de expulsar os demônios e realizar a mesma missão que Ele realizava.


Além do apelo aos discípulos e aos doze, lança convite ao jovem rico, e como condição da vida em perfeição manda deixar tudo, vender os bens e dar aos pobres, isso seriam as condições para o seguimento. E Fala de alguns que renunciam à vida conjugal e abraçam o celibato por causa do Reino de Deus (Mt 19, 12 a 21).


Também São Paulo Apóstolo fala que escolheu viver sem casar para facilitar a missão (1cor 7, 7)


Nos primeiros tempos do Cristianismo temos o testemunho de homens e mulheres que viviam sem casa em vida de oração e serviço a Deus e aos pobres, bem como o testemunho dos mártires e das virgens que escolhiam morrer preservando a virgindade.


A Vida Religiosa surge como sua primeira forma, no séc III e IV com os Monges do Deserto que buscam viver em oração,silêncio, penitência, jejum e trabalho (Santo Antão, São Basílio, São Pacômio), Mais tarde, São Jerônimo, Santo Agostinho, São Bento. No Séc.XII e XIII São Francisco de Assis e São Domingos, chamadas Ordem dos Mendicantes e a Ordem Feminina, com Santa Clara de Assis.


Assim a Vida Consagrada se expandiu sempre mais através das Congregações Religiosas de Vida contemplativa e ativa. Hoje a ela é chamada a viver sempre mais comprometida com o profetismo, no anúncio, na denúncia, na renuncia e no testemunho, assumindo a fidelidade dinâmica e criativa que lhe é própria, vivendo a radicalidade do batismo, dentro dela mesma, na Igreja, na sociedade através de sua opção preferencial, audaciosa e atualizada pelos empobrecidos e excluídos da sociedade,vivendo a missão de Jesus, sendo sinal para o mundo, anunciando o Reino de Deus. Por sua natureza ela é profética e sempre é chamada a radicalizar seu jeito de viver e anunciar o Evangelho com seu próprio jeito de ser.


É Jesus a sua força, seu sustento, seu alento, sua luz; por isso o Consagrado busca na palavra de Deus, na oração contínua e na Eucaristia o vigor e as graças necessárias para continuar servindo a Deus e aos irmãos e irmãs com alegria, coragem e esperança




Irmã Eva Maria Nunes

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mais um ano

Estamos em 2011, e novas novidades vão acontecer durante o ano.


Nesta primeira postagem do ano, vamos fazer uma reflexão do que aconteceu no ano passado. Depois de refletirmos, agradecemos por tudo de bom que aconteceu em nossas vidas.
E agora, vamos pedir para que neste ano, possamos alcançar todas a Graças intercedidas.
Que Deus nos abençõe sempre.


Faça isso, pois concerteza vai dar tudo certo!