segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Seguir Cristo é caminhar com a Igreja e dar testemunho


A participação recorde de Portugal numa Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com mais de 12 mil pessoas em Madrid, saldou-se para muitos dos peregrinos por uma experiência única e “espectacular”
«Não guardeis Cristo para vocês próprios. Comuniquem aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé, necessita certamente de Deus. Penso que a vossa presença aqui, jovens vindos dos cinco continentes, é uma maravilhosa prova da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja», disse ontem o Papa   aos milhares de jovens na missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, no aeródromo madrileno de Cuatro Vientos.

Bento XVI aconselhou os jovens a procurarem integrar-se «nas paróquias, comunidades e movimentos», bem como a «participação na Eucaristia de cada domingo, a recepção frequente do sacramento do perdão, o cultivo da oração e a meditação da Palavra de Deus». E, tendo em consideração que «muitos se sentem atraídos pela figura de Cristo», afirmou que devem levar a fé a «outras terras e países onde há multidões de jovens que aspiram a coisas maiores, vislumbrando nos seus corações a possibilidade de valores mais autênticos, e sem deixar-se seduzir pelas falsas promessas de um estilo de vida sem Deus.»

Bento XVI lembrou ainda na sua homilia da missa final da JMJ que «a fé vai mais longe que os simples dados empíricos ou históricos, e é capaz de apreender o mistério da pessoa de Cristo na sua profundidade», frisando que «a fé não é fruto do esforço do homem, da sua razão, mas é um dom de Deus».

«A fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Cristo, mas supõe uma relação pessoal com Ele, a adesão de toda a pessoa, com a sua inteligência, vontade e sentimentos, à manifestação que Deus faz de si mesmo», assinalou.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dia do Padre

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
Em todas as profissões e postos de comando, existem no correr da história figuras notáveis ou pelo talento ou pela ação ou, até mesmo pelo escondimento. Exemplos notáveis não faltam na Igreja de quem se notabilizaram ou felizmente pela inteligência, pela ação evangelizadora ou, até mesmo pela simplicidade e humildade de suas vidas.
Ao celebrar a festa litúrgica de São João Maria Vianney, pároco exemplar na história, não muito distante no tempo, da Igreja, somos – os padres – convidados a contemplar a vida operosa, dedicada e sublimada deste nobre e conhecido clérigo da Igreja da França.
É ele constituído pelo Papa, como modelo luminoso de quem, fiel a sua sublime vocação tornou-se em todos os assuntos a figura modelar de um verdadeiro pároco, que na paróquia assume como que o posto de pai exemplar de todas as famílias.
Não é difícil na vida atual da Igreja encontrar sacerdotes silenciosos, humildes e dedicados que no seu zelo pastoral são luzes bem claras da ação do sacerdote. Homens de oração, portanto de união íntima com Deus, de dedicação sacrificada ao bem dos irmãos, do desprendimento das coisas materiais, sabem viver integralmente em união mística como o fundador da Igreja: Jesus Cristo. Não fica difícil lembrar a figura do Cura D’Ars como modelo e protótipo do verdadeiro ministro de Deus.
Como prova da aceitação do céu à vida exemplar deste humilde sacerdote francês, seu corpo não foi consumido pela terra e se encontra perfeitamente íntegro em seu oratório silencioso e glorioso no altar lateral da igreja paroquial de Ars, na França. Tem-se a impressão de o Santo ter deixado a terra minutos antes.
Tive a felicidade de celebrar a missa neste altar, com o cálice que era de seu uso diário no tempo de sua vida terrena. Além disso, sente-se um clima de sobrenatural beleza diante daquele humilde altar em que o corpo de São João Maria Vianney se vê intacto como se estivera vivo.
A festa do dia 4 de agosto em homenagem a São João Maria Vianney traz à mente de todos os sacerdotes do mundo o cuidadoso zelo pelas suas obrigações pastorais, pela sua dedicação ao povo de Deus e pela sua união mística com o Senhor do céu.
É este o santo que a Igreja apresenta como modelo para o padre diocesano: viver na oração, dedicar-se exclusivamente aos que dele precisam e respirar um clima sobrenatural do contínuo contato com Deus pela vida contemplativa.
São João Maria Vianney atrai, pela sua vida, os que na aspiração sobrenatural do sacerdócio guardam no coração o desejo sincero de viver na simplicidade os fulgores da vivencia amorosa com Deus. A festa de São João Maria Vianney é um humilde e eloquente convite a todos os párocos para gozarem no dia a dia do seu sacerdócio – que é eterno – as belezas místicas que emanam do exemplo luminoso da vida deste protetor que a Igreja nos apresenta como modelo exemplar da vida pastoral de nossas paróquias.

Mês Vocacional

Caros amigos
O mês de agosto é um mês muito importante para nós católicos e sobretudo para a Pastoral Vocacional e os vocacionados.