segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Padre Zezinho - Oração da Família.

Que nesta semana possamos rezar pelas nossas famílias através dessa linda canção.



CNBB lança estudo “Missão e Cooperação Missionária

2856_1_20151215105059A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta o Estudo 108 com o tema “Missão e Cooperação Missionária”. Fruto de várias reuniões do Conselho Missionário Nacional (Comina), o texto foi discutido e aprovado pela Assembleia do organismo, ocorrida em março de 2015, como também pelo Conselho Permanente da CNBB, no último mês de outubro.
O Estudo 108 oferece elementos para uma reflexão sobre a missão, animação e cooperação missionária. De acordo com o bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, dom Esmeraldo Barreto de Farias, o objetivo do texto é “mostrar os elementos fundamentais para a reflexão e vivência da missão a partir dos desafios das realidades de hoje, considerando os fundamentos trinitários, a busca da conversão como Igreja em saída e os horizontes que apontam para a presença evangelizadora junto aos que já são batizados e participantes ou aqueles que participam pouco ou não participam da vida eclesial e quem não conhece Jesus Cristo”.
Ainda de acordo com o bispo, o estudo anima todas as pessoas e grupos que buscam iluminar sua vida e sua caminhada levando em conta a fala do papa Francisco. Para o pontífice a atividade missionária “ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja” e “deve ser a primeira de todas as causas”.
O texto está dividido em dois capítulos, “A missão” e “A cooperação missionária”. “Sabendo que a missão da Igreja é universal, a última parte do estudo mostra como a animação e cooperação missionárias podem e devem se concretizar nas paróquias, dioceses, regionais e em nível nacional”, acrescenta dom Esmeraldo.
O Estudo 108 está disponível nas Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br
Por CNBB

domingo, 27 de dezembro de 2015

Leitura Orante.

A leitura orante da Bíblia, portanto, torna-se um meio, um instrumento para aprofundar o que Deus quer da minha vida dia após dia, é um exercício que me ajuda, aos poucos, a interiorizar as mesmas atitudes e comportamentos que foram do próprio Jesus, que obedeceu ao Pai até o último momento da sua existência. 

A coisa mais importante será encontrar um tempo durante o dia, para dedicar-se à leitura e à meditação da Palavra de Deus. O lugar pode ser a igreja ou até mesmo um quarto da casa ou um lugar sossegado, como nos sugere o próprio Jesus quando nos diz: “... quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo...”. (Mt 6,6)

O texto a se refletir ou meditar pode ser o Evangelho ou a leitura do dia, ou qualquer leitura da Bíblia que relate uma vocação, um chamado a partir de Abraão, os profetas... até chegar ao Novo Testamento, com a vocação de Maria, os apóstolos etc...

INICIANDO

Antes de começar a “lectio divina”, fazer um momento de silêncio pensando que vou encontrar o Senhor. Peço a Deus perdão pelas minhas ofensas porque a pureza do coração e a humildade são características fundamentais para entrar na leitura do texto bíblico.

Num segundo momento, coloco-me na presença de Deus, rezo um Pai Nosso tentando olhar-me como Deus me olha. No fim, peço ao Pai o dom do Espírito Santo porque a Bíblia é um livro inspirado por Deus e, portanto, deve ser lido e interpretado com a ajuda do Espírito Santo.

PRIMEIRO PASSO: A leitura do texto
A leitura consiste em alimentar-se da Palavra. Ela deve ser feita com atenção, com serenidade, sem subestimar o que pode parecer secundário, interpretando corretamente o sentido histórico. É importante ler e reler o texto, tentando compreender o que se acabou de ler, procurando questionar-se sobre o sentido das palavras e prestando atenção sobre o que elas querem nos dizer.

SEGUNDO PASSO: A meditação
Através da meditação se examina a Palavra, se guarda no coração como fez Maria, que “conservava cuidadosamente todos os acontecimentos e os meditava no seu coração” (Lc 2,19).

O objetivo deste passo é chegar ao conhecimento da verdade que está contida na Palavra. O termo usado por muitos autores aqui é “mastigar e ruminar” o texto bíblico para aprofundar e penetrar nas palavras e mensagens. Atrás de cada palavra está o Senhor que me fala.

Aqui é importante recordar outros passos bíblicos paralelos, a compreender e confrontar o texto com a minha vida ou com experiências do passado, estimular o desejo de saber o que Deus quer de mim...

TERCEIRO PASSO: A oração
Vou ofertar na oração o que a leitura e a meditação do texto me fizeram conhecer e desejar. Neste momento falo com o Senhor de amigo para amigo sobre aquilo que o Espírito me inspirou.

A oração, portanto, se torna uma entre as possíveis respostas ao apelo do Senhor, é uma reação que segue ao toque que Deus operou no meu coração através da sua Palavra.

E assim a Palavra de Deus se torna uma Luz para o meu caminho, é algo que orienta os meus passos, o meu viver. Conforme estou vivendo a minha vida, posso pedir neste diálogo com Deus que Ele me oriente, posso pedir-lhe perdão pelas minhas ofensas, louvá-lo e agradecê-lo.

Se estiver pensando no meu futuro, posso aproveitar deste momento para pedir-lhe Luz necessária para fazer a sua vontade e encontrar o caminho que Ele desde sempre traçou para mim.

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Deus abençoe!


Papa apresenta os “antibióticos” para combater as doenças curiais

A palavra misericórdia guiou as felicitações que o Papa Francisco fez a seus colaboradores da Cúria Romana, recebidos em audiência na manhã de segunda-feira (21/12).
Depois do “catálogo das doenças curiais” apresentado no ano passado, este ano o Pontífice propôs o “catálogo das virtudes necessárias” para quem presta serviço na Cúria. Isto é, como disse Francisco, “os antibióticos curiais”.
Doenças curiais
No decorrer de 2015, constatou o Papa, algumas das doenças citadas acabaram por se manifestar novamente, causando sofrimento e feridas. Por isso, foi necessário intervir e tomar medidas decisivas. “A reforma prosseguirá com determinação, lucidez e ardor”, reafirmou Francisco.
Pope_Francis_venerates_the_Cross_on_Good_Friday_2015_Credit_LOsservatore_RomanoEntretanto, ponderou, “nem as doenças nem mesmo os escândalos poderão esconder a eficiência dos serviços que a Cúria Romana presta ao Papa e à Igreja inteira. Seria grande injustiça não expressar gratidão e encorajamento a todas as pessoas sãs e honestas que trabalham com dedicação”.
Virtudes necessárias
O “catálogo das virtudes necessárias” é dividido em 12 pontos, e tem como “guia e farol” a palavra misericórdia. “Trata-se de um instrumento prático para viver frutuosamente este tempo de graça”, explicou Francisco, convidando seus colaboradores a aprofundá-lo, enriquecê-lo e completá-lo.
Cada ponto é composto por duas palavras – virtudes, atitudes ou valores – sobre as quais o Pontífice faz a sua reflexão.
Assim, são necessários honestidade e maturidade, espiritualidade e humanidade, respeito e humildade, caridade e verdade para se combater indicações, subornos, escândalos, burocracia, superficialidade e a lógica consumista.
“A humanidade é saber mostrar ternura, familiaridade e gentileza com todos.”
Ou ainda: “Exemplaridade para evitar os escândalos que ferem as almas e ameaçam a credibilidade do nosso testemunho. Fidelidade à nossa consagração, à nossa vocação.” “A honestidade é a base sobre a qual assentam todas as outras qualidades.”
E também: “O respeito é dote das almas nobres e delicadas; das pessoas que procuram sempre ter em justa consideração os outros, a sua função, os superiores e os subordinados, os problemas, os documentos, o segredo e a confidencialidade.”
“A sobriedade é a capacidade de renunciar ao supérfluo e resistir â lógica consumista dominante.”
Misericórdia
“Na realidade, é inútil abrir todas as Portas Santas de todas as basílicas do mundo, se a porta do nosso coração está fechada ao amor”, afirmou o Papa, acrescentando:
“A misericórdia não é um sentimento passageiro, mas é a síntese da Boa Nova. Seja a misericórdia a guiar os nossos passos, a inspirar as nossas reformas, a iluminar as nossas decisões; seja ela a fazer-nos ler a pequenez das nossas ações no grande projeto de salvação de Deus.”
Francisco encerrou a reflexão a seus colaboradores da Cúria Romana com uma oração atribuída ao Beato Óscar Arnulfo Romero.
Confira o título dos 12 pontos:
1.     Missionariedade e pastoreação
2.     Idoneidade e sagácia
3.     ESpiritualidade e humanidade
4.     Exemplaridade e fidelidade
5.     Racionalidade e amabilidade
6.     Inocuidade e determinação
7.     Caridade e verdade
8.     HOnestidade e maturidade
9.     Respeito e humildade
10.   Dadivoso e atento
11.   Impavidez e prontidão
12.   FiAbilidade e sobriedade

Toda criança que nasce é uma esperança para o amanhã

O respeito pela natureza está entre os temas mais propostos aos jovens. Fala-se dele desde o ensino fundamental, convidando os alunos a cuidarem do meio ambiente. O amor da criação é, de fato, um elemento essencial na formação humana e, portanto, as escolas também devem formar as consciências e educar no saudável interesse por estas questões.
Diante de certos estímulos, a resposta das crianças é geralmente positiva, fruto de uma sensibilidade inata que impulsiona os jovens a se empenharem com generosidade em desafios éticos importantes. Infelizmente, porém, este caminho que parece positivo está cheio de armadilhas. Há quem tente explorar a sensibilidade ambiental dos jovens para lhes transmitir mensagens enganosas.
Tem sido muito difundida uma tendência à ecologia catastrofista, que vê no ser humano uma espécie de “doença” do planeta Terra. De acordo com alguns extremistas, o crescimento da população levará à destruição progressiva do mundo e, para evitar isto, seria necessário reduzir drasticamente os nascimentos. Assim, enquanto há preocupação crescente com o destino do urso, do tigre e da foca, defende-se o chamado “direito ao aborto” e espera-se que os berços fiquem cada vez mais vazios.
Esta é uma das muitas mensagens confusas transmitidas para os jovens com a desculpa de promover maior consciência ambiental. Do suposto respeito ao ambiente, ela salta para uma terrível não-cultura, para uma atitude radicalmente contrária à vida.
O modo de operação é simples: começa-se por questões evidentes a todos, como poluição, trânsito, redução da vegetação, problemas reais que certamente não devem ser subestimados.
Mas parte-se deles para se chegar à lavagem cerebral. Com pretextos ecológicos, levam-se os jovens a terrenos puramente ideológicos e, em casos extremos, quase “terroristas”, como o de achar que o nascimento de uma criança ameaça gravemente a humanidade e que o aborto e a limitação dos nascimentos são a “solução ecológica”.
As raízes do ambientalismo catastrofista estão na tentativa egoísta de dominar os mais fracos para manter privilégios de riqueza. Em vez de realmente ajudar os países pobres, os ricos preferem oferecer-lhes pílulas e preservativos. Esse desecargo de consciência ignora os verdadeiros problemas da fome e da marginalização dos povos, estes sim um perigo para o planeta.
girls-462072_640Alguns jovens de boa fé são fisgados pela isca do ambientalismo contrário à vida e se deixam enganar pela ilusão do controle de natalidade como solução fácil para os problemas do mundo. Chega-se ao ponto de criar uma espécie de “nova religião ecologista”, com dogmas intocáveis e inquestionáveis.
Na verdade, o que é necessário para evitar a degradação do planeta é mais educação objetiva e livre de extremismos. Os jovens precisam de ajuda para entender que o homem não é a doença do planeta e que toda criança que nasce é um sinal de esperança para o futuro!
Este é o caminho para se proteger o mundo que nosso Senhor confiou a nós.
Por Zenit

Oração ao Menino Jesus.

Reze a oração ao Menino Jesus:
Menino Deus,
Eis-nos aqui diante de Tua manjedoura.
Como os reis magos, apresentamos os nossos presentes.
Obrigado por ter se encarnado para nos salvar.
Pedimos pelas famílias que hoje se encontram divididas,
Pais separados e filhos mergulhados na droga e no pecado.
Olha para Teus filhos, ouve nossa prece.
Criança abençoada, pedimos por outras crianças,
Que também como Tu não têm onde nascer.
Menino Jesus, no Teu aniversário, refaz o
milagre da distribuição do pão do amor.
Porque os homens se esquecem que também
são capazes de realizar o que Tu ensinaste.
Príncipe da paz, devolve ao mundo a Tua paz.
Reavive, Menino, no coração dos homens,
a compaixão, o amor e a misericórdia,
para que eles cuidem das crianças do mundo.
Que sejam alimentadas, não sofram nem chorem.
Menino Jesus, toma em Tuas mãos as crianças.
Livra-as da guerra, da fome, da morte antecipada,
da morte em vida e da dor que não podem
compreender nem deveriam sentir.
Cuida das mulheres grávidas e daquelas que querem engravidar.
Que os homens sejam como São José e as mulheres como Maria.
Livra o nosso mundo do trauma do aborto, Vós que sois a Vida.
Devolve o sentido de viver àqueles que perderam a felicidade.
natal-menino-jesusMenino que é, coloca no rosto das outras crianças
o sorriso, o amor e a segurança.
Na boca, coloca a comida e a Tua Palavra.
Obrigada, Menino Deus!
Oremos: “Senhor nosso Deus, ao celebrarmos com alegria o Natal do nosso Salvador, dá-nos alcançar, por uma vida santa, Teu eterno convívio. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

O motivo que nos faz celebrar o Natal.

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Isaías 9,1). Esse fato narrado pela Palavra de Deus aconteceu há mais de dois mil anos, no entanto, atualiza-se todos os dias. É ele o motivo que nos faz celebrar o Natal, pois uma Luz brilhou em meio às trevas!
Há um clima diferente no ar, votos de felicidade, mãos estendidas, confraternizações e brilhos estão por todos os lados! Nas ruas, casas e lojas, por onde quer que andemos, as luzes piscam entre cores e formas, convidando-nos à celebração. Elas iluminam e encantam, trazem um colorido especial às realidades que, durante o ano, foram se tornando comuns e opacas pela rotina do dia a dia. As roupas e os adereços também ganham destaque nesta época; afinal, a moda no Natal é brilhar!
O que celebramos no Natal
Somos envolvidos pela correria do comércio. Os presentes, as viagens e tantas outras realidades próprias do fim de ano fazem-nos viver um tempo diferente. Mas será que estamos mesmo celebrando o Natal? Ou seja, será que estamos celebrando o nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar em meio a nós?
Ele é a verdadeira Luz que brilhou para o povo que andava nas trevas. Ele veio para nos salvar e nos fazer participantes da Sua vida divina. Trouxe-nos a grande e esperada libertação; por isso celebramos Seu nascimento! Mas será que em nossos dias, tão agitados e interativos, temos tido tempo para tomarmos consciência desta verdade?
Penso que celebrar o Natal sem nos deixar envolver pela ternura do amor de Deus, expresso no nascimento de Cristo, é como participar de uma festa sem conhecer os anfitriões nem o motivo da comemoração. Você está presente, come, bebe, admira a decoração, observa os convidados, mas não tem porque se alegrar, vive tudo de maneira superficial, indiferente. E tenho certeza que não é isso que Deus espera de nós justo na festa do Seu nascimento.
Lugar que Deus escolheu para nascer
Precisamos recordar com urgência o motivo da celebração do Natal e nos prepararmos com dignidade para esta festa sem nos deixarmos levar pelo clima externo do consumismo.
Mesmo que isso seja um grande desafio em nossos dias, é preciso fazermos nossa parte como cristãos! Aquela Luz que brilhou na Terra, há mais dois mil anos, é Jesus, a mesma Luz que deseja, hoje, iluminar nossa vida, dissipando toda espécie de trevas que o pecado nos incutiu.
Lembremo-nos de que nosso coração é o lugar que Deus escolheu para nascer, pois somos únicos diante d’Ele. No entanto, como Pai amoroso que é, o Senhor continua a respeitar nossa liberdade e espera darmos o primeiro passo na direção certa, para que Sua luz entre em nossa vida.
É preciso abrir o coração para Cristo iluminar
Sem abertura de coração, a luz de Cristo não pode iluminar nossa vida! Ou seja: sem nos decidirmos a amar, perdoar, a sermos justos e dedicados, bondosos, alegres e pacíficos não há como celebrarmos o nascimento de Deus em nós. Sendo assim, o Natal passa a ser mais uma festa sem sentido. Não basta presépios, Missa do galo, troca de presentes e ceias fartas para o Natal acontecer, é preciso tomar a decisão de uma vida nova, pautada nos ensinamentos de Cristo, que nos conduzem às atitudes concretas e coerentes, à vivência da fé durante todos os dias do ano.
maria-jesus-natal“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Isaías 9,1). Ainda hoje existem muitos que caminham nas trevas do pecado, e Jesus deseja iluminá-los por meio de nós. Tenhamos a coragem de testemunhar o amor de Deus a partir dos pequenos acontecimentos e das escolhas do nosso dia a dia. É este o tempo favorável para uma vida nova! A luz brilhou em meio às trevas, veio reacender a esperança e nos dar a certeza de que já não estamos sozinhos. Deus está conosco, Ele é o Emanuel! Sua luz nos contagia e aquece, por isso, abramos nosso coração e tenhamos a coragem de ser faróis no mundo, levando, com a nossa vida, a luz que é Cristo aos corações sedentos de amor e paz.
Assim, celebraremos o Natal, a festa verdadeira da Luz!
Por Dijanira Silva
Canção Nova

Tempo de ser família cristã

No Domingo após o Natal, dentro da oitava, celebra-se a festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. É o último domingo do ano civil. O tema família esteve presente nos últimos tempos nos noticiários devido à Assembleia Extraordinária e ao Sínodo dos Bispos sobre o tema. Enquanto aguardarmos o documento pós-sinodal rezamos pela família que, como recorda São João Paulo II, “é por onde passa o futuro da humanidade”. Celebrar esta solenidade na Oitava do Natal é contemplar o ideal de família que deve ter Jesus Cristo no centro de nossas casas.
Deus quis manifestar-se aos homens integrado numa família humana. Ele quis nascer numa família, quis transformar a família num presépio vivo. Pode-se dizer que neste domingo celebramos o “Dia da Família”.
A Palavra de Deus desta solenidade (Eclo. 3, 3-7. 14-17) lembra aos filhos o dever de honrarem pai e mãe, de socorrê-los e compadecer-se deles na velhice, ter piedade, ou seja, respeito e dedicação para com eles; isto é cumprimento da vontade de Deus.
São Paulo, em Cl 3, 12-21, elenca as virtudes que devem reinar na família: sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportarem-se uns aos outros com amor, perdoar-se mutuamente. Revestir-se de caridade e ser agradecidos. Se a família não estiver alicerçada no amor cristão, será muito difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações. Quando esse amor existe, tudo se supera, tudo se aceita; mas, se falta esse amor mútuo, tudo se faz sumamente pesado. E o único amor que perdura, não obstante os possíveis contrastes no seio da família, é aquele que tem o seu fundamento no amor de Deus.
sagrada-familiaO Evangelho (Lc 2, 22-40) apresenta passos da vida da Sagrada Família. Em primeiro lugar, uma família integrada na comunidade de fé de seu tempo. Uma família que cumpre seus deveres religiosos. Uma família que vive a realidade do dia-a-dia. O Evangelho também relata a experiência de Simeão, que sente a alegria de ter em seus braços o Divino Salvador, pois seus “olhos viram a salvação”. E profetiza que Ele “está posto para a ruína e para a ressurreição de muitos em Israel”.
A celebração deste domingo nos apresenta a Sagrada Família como modelo para as nossas. E nos convida a recuperar os valores de uma família verdadeiramente cristã, marcada pelo amor, pela fidelidade e pelo casamento indissolúvel. Ela deve ser uma comunidade de fé e de oração, chamada a ser defensora e promotora da vida.
A Sagrada Família é proposta pela Igreja como modelo de todas as famílias cristãs: na casinha de Nazaré, Deus ocupa sempre o primeiro lugar e tudo Lhe está subordinado. Os lares cristãos, se imitarem o da Sagrada Família de Nazaré, serão lares luminosos e alegres, porque cada membro da família se esforçará em primeiro lugar por aprimorar o seu relacionamento pessoal com o Senhor e, com espírito de sacrifício, procurará ao mesmo tempo chegar a uma convivência cada dia mais amável com todos os da casa.
A vida em Nazaré era laboriosa. Casa pobre, cuja manutenção exigia a colaboração de todos. José, em sua pequena oficina de carpinteiro, mãos calejadas no manejo dos instrumentos, ainda muito primitivos, de sua arte. Maria, com os arranjos de dona de casa modesta. Diariamente descia à fonte – a mesma que hoje é conhecida como fonte da Virgem – e entre as mulheres do povo, como uma delas, enchia cântaros com que abastecer a casa. Maria distribuía seu tempo entre o fuso e a cozinha, sem esquecer as orações e o estudo da lei e dos Profetas. Jesus, primeiro em casa, à Mãe, depois na oficina, a José, aliviava aos pais o peso do trabalho de cada jornada.
O Beato Paulo VI nos recorda as lições de Nazaré: “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Podemos aprender algumas lições de Nazaré: “uma lição de silêncio. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas aspirações e as palavras dos verdadeiros mestres”. (Alocução pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964). “Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão e amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível” (Idem). “Uma lição de trabalho: aqui recordo que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas, que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. Como gostaria de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor”. (Ibidem).
O Papa Francisco disse com clarividência “A família é um grande ginásio de treino para o dom e o perdão recíproco”, e numa sociedade como a hodierna “por vezes sem piedade, é indispensável que haja lugares como a família, onde aprender a perdoar-se” (Audiência geral de 4 de novembro de 2015). Vamos aprender, neste Ano da Misericórdia, a ser famílias misericordiosas, escola de perdão e de compaixão.
Iluminados pela Palavra de Deus deste domingo após a festa do Natal, somos chamados a ser famílias cristãs convictas e animadas pelo Espírito diante de uma sociedade que está perdendo suas bases e enfrentando uma das piores crises de identidade da história.
Hoje, de modo muito especial, pedimos à Sagrada Família por cada um dos membros da nossa família e pelo mais necessitado dentre eles. Encerramos com a oração à Sagrada Família: “Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes, para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa”. Amém! (Oração da coleta da Missa).
Por Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Versão brasileira do Hino da JMJ em fase final de execução

news_jmj_cracovia_2016Os Padres Joãozinho e Zezinho, incumbidos pela CNBB de realizar uma versão brasileira para o Hino oficial da Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia, no ano que vem, trabalham para concluir os trabalhos ainda este mês.
Padre Joãozinho disse, em entrevista ao colega Silvonei José, que também será gravado um clipe oficial e que os músicos que estão realizando a versão vieram de paróquias.
Por Rádio Vaticano

Papa: casais de segunda união fazem parte da Igreja

REUTERS925815_ArticoloApós um mês de pausa, o Papa Francisco retomou, nesta quarta-feira, 5, na Sala Paulo VI, as tradicionais catequeses com os fiéis. Seguindo no ciclo de reflexões sobre família, ele se dedicou às “famílias feridas”, citando em especial os casais de segunda união.
Francisco falou sobre como é possível ajudar os casais que fracassaram no casamento e partiram para uma segunda união, enfatizando que eles continuam fazendo parte da Igreja. “Essas pessoas não foram absolutamente excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.
Embora consciente de que a separação contradiz o sacramento cristão, o olhar da Igreja para essa situação parte sempre de um coração de mãe, buscando o bem e a salvação das pessoas. Ao observar as segundas uniões a partir da percepção dos filhos – que segundo o Papa são os que mais sofrem com a separação – é ainda mais urgente que as comunidades acolham as pessoas que passam por tais situações.
“Como poderíamos recomendar a esses pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade? (…) Não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nessas situações, já devem carregar”.
Diante dessas realidades, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa”, disse o Papa. Ele mencionou que, graças ao aprofundamento realizado pelos pastores, cresceu a consciência sobre a necessidade de um acolhimento fraterno e atento aos batizados que se separaram e estabeleceram uma nova convivência.
“Todos os cristãos são chamados a imitar o Bom Pastor. Sobretudo, as famílias cristãs podem colaborar com Ele cuidando das famílias feridas, acompanhando-as na vida de fé da comunidade”.
Por Canção Nova com informações do Vaticano

terça-feira, 28 de julho de 2015

Como discernir a vocação sacerdotal?


Frases do Papa Francisco sobre importância dos avós

Desde o início do seu pontificado, Papa Francisco sempre se lembra dos idosos e dos avós em seus discursos. Muitas vezes, dirigiu-lhes palavras de encorajamento, recordando sua importante missão nas famílias e no mundo de hoje.
Às vésperas do dia dos avós, celebrado neste domingo, 26, juntamente com o dia de São Joaquim e Sant’Ana, os avós de Jesus, reunimos algumas dessas falas de Francisco. São reflexões do coração do Santo Padre que muito dizem sobre a importância dos avós na família e no mundo. Confira:
Respeito
“Um povo que não respeita os avós é um povo sem memória e, consequentemente, sem futuro.”
Família
“Os avós na família são os depositários e, muitas vezes, testemunhas dos valores fundamentais da vida. A tarefa educativa dos avós é sempre muito importante e torna-se ainda mais, quando, por várias razões, os pais não são capazes de assegurar uma presença adequada ao lado dos filhos durante a idade do crescimento.”
Dom para a Igreja
“Quando estive nas Filipinas, o povo filipino me saudava dizendo “Lolo Kiko” – isso é, vovô Francisco – “Lolo Kiko”, diziam! (…) Queridos avós, é um grande dom para a Igreja, a oração dos avós e dos idosos!”
Santuário espiritual
“Os avôs e as avós formam o “coro” permanente de um grande santuário espiritual, onde a oração de súplica e o canto de louvor apoiam a comunidade que trabalha e luta no campo da vida.”
Avós e os jovens
“Como é ruim o cinismo de um idoso que perdeu o sentido do seu testemunho, despreza os jovens e não comunica a sabedoria de vida! Em vez disso, como é bonito o encorajamento que o idoso consegue transmitir ao jovem em busca do sentido da fé e da vida! É realmente a missão dos avós, a vocação dos idosos.”
Poder da oração
“A oração dos idosos e dos avós é um dom para a Igreja, é uma riqueza! Uma grande injeção de sabedoria também para toda a sociedade humana: sobretudo para aquela que está muito ocupada, muito presa e distraída. Alguém deve, então, cantar, também para eles, cantar os sinais de Deus, proclamar os sinais de Deus, rezar por eles!”
Palavras dos avós
“As palavras dos avós têm algo de especial para os jovens. E eles sabem disso. As palavras que a minha avó me entregou por escrito, no dia da minha ordenação sacerdotal, eu as levo ainda comigo, sempre, no breviário, e as leio e me faz bem.”
Experiência de vida
“Aos avós que receberam a bênção de verem os netos, foi confiada a tarefa de transmitir a experiência de vida, a história da família e partilhar com simplicidade a sabedoria e a fé, que é a herança mais preciosa.”
Avós por perto
“Bem-aventuradas as famílias que têm os avós próximos! O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes.”
papa
Avós: grande tesouro
“Os avós são um tesouro. A memória de nossos antepassados leva à imitação da fé. A velhice, às vezes, é feia por causa das doenças e de todo o resto, mas a sabedoria de nossos avós é a herança que recebemos.”
Transmissão da fé
“Rezemos por nossos avós e avôs, os quais, muitas vezes, tiveram um papel heroico na transmissão da fé em tempos de perseguição. Quando nossos pais não estavam em casa, ou tinham ideias estranhas como as que a política ensinava naquela época, foram as avós a nos transmitir a fé”
Benção para os avós
“Confio à proteção de Sant’Ana e São Joaquim todos os avós do mundo, dirigindo-lhes uma bênção especial. A Virgem Maria que, segundo uma bela iconografia, aprendeu a ler as Sagradas Escrituras sobre os joelhos da mãe Ana, os ajude a alimentar sempre a fé a esperança nas fontes da Palavra de Deus.”

Leitura Orante.

LEITURA ORANTE:

A leitura orante da Bíblia, portanto, torna-se um meio, um instrumento
para aprofundar o que Deus quer da minha vida dia após dia, é um exercício que me ajuda, aos poucos, a interiorizar as mesmas atitudes e comportamentos que foram do próprio Jesus, que obedeceu ao Pai até o último momento da sua existência.

A coisa mais importante será encontrar um tempo durante o dia, para dedicar-se à leitura e à meditação da Palavra de Deus. O lugar pode ser a igreja ou até mesmo um quarto da casa ou um lugar sossegado, como nos sugere o próprio Jesus quando nos diz: “... quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo...”. (Mt 6,6)

O texto a se refletir ou meditar pode ser o Evangelho ou a leitura do dia, ou qualquer leitura da Bíblia que relate uma vocação, um chamado a partir de Abraão, os profetas... até chegar ao Novo Testamento, com a vocação de Maria, os apóstolos etc...

INICIANDO

Antes de começar a “lectio divina”, fazer um momento de silêncio pensando que vou encontrar o Senhor. Peço a Deus perdão pelas minhas ofensas porque a pureza do coração e a humildade são características fundamentais para entrar na leitura do texto bíblico.

Num segundo momento, coloco-me na presença de Deus, rezo um Pai Nosso tentando olhar-me como Deus me olha. No fim, peço ao Pai o dom do Espírito Santo porque a Bíblia é um livro inspirado por Deus e, portanto, deve ser lido e interpretado com a ajuda do Espírito Santo.

PRIMEIRO PASSO: A leitura do texto
A leitura consiste em alimentar-se da Palavra. Ela deve ser feita com atenção, com serenidade, sem subestimar o que pode parecer secundário, interpretando corretamente o sentido histórico. É importante ler e reler o texto, tentando compreender o que se acabou de ler, procurando questionar-se sobre o sentido das palavras e prestando atenção sobre o que elas querem nos dizer.

SEGUNDO PASSO: A meditação
Através da meditação se examina a Palavra, se guarda no coração como fez Maria, que “conservava cuidadosamente todos os acontecimentos e os meditava no seu coração” (Lc 2,19).

O objetivo deste passo é chegar ao conhecimento da verdade que está contida na Palavra. O termo usado por muitos autores aqui é “mastigar e ruminar” o texto bíblico para aprofundar e penetrar nas palavras e mensagens. Atrás de cada palavra está o Senhor que me fala.

Aqui é importante recordar outros passos bíblicos paralelos, a compreender e confrontar o texto com a minha vida ou com experiências do passado, estimular o desejo de saber o que Deus quer de mim...

TERCEIRO PASSO: A oração
Vou ofertar na oração o que a leitura e a meditação do texto me fizeram conhecer e desejar. Neste momento falo com o Senhor de amigo para amigo sobre aquilo que o Espírito me inspirou.

A oração, portanto, se torna uma entre as possíveis respostas ao apelo do Senhor, é uma reação que segue ao toque que Deus operou no meu coração através da sua Palavra.

E assim a Palavra de Deus se torna uma Luz para o meu caminho, é algo que orienta os meus passos, o meu viver. Conforme estou vivendo a minha vida, posso pedir neste diálogo com Deus que Ele me oriente, posso pedir-lhe perdão pelas minhas ofensas, louvá-lo e agradecê-lo.

Se estiver pensando no meu futuro, posso aproveitar deste momento para pedir-lhe Luz necessária para fazer a sua vontade e encontrar o caminho que Ele desde sempre traçou para mim.

O que somos sem Jesus?


Todos os dias passamos por várias dificuldades, problemas que nos deixam tristes, com várias dúvidas e às vezes com depressão. E somente nas horas difíceis procuramos a ajuda de Jesus. Isso infelizmente não deveria acontecer, pois sempre temos que ter Jesus em nosso coração 24 horas por dia. Colocar nossas vidas na mão Dele.

Então que nunca possamos deixar Jesus de lado e recorrer a Ele somente quando vier alguma dor.  Sem Jesus não somos absolutamente nada. Nunca desista dos seus propósitos e objetivos sempre pedindo a ajuda do nosso Salvador.  Coloque Jesus Cristo em seu coração todos os dias!

Sem Jesus Cristo, não somos nada!

Papa: confissão não é juízo, mas encontro com Deus

A confissão não é um “juízo”, mas um “encontro” com um Deus que perdoa e esquece todos os pecados: em síntese, foi o que disse o Papa na homilia pronunciada esta manhã, durante a Missa presidida na Casa Santa Marta.
O “trabalho” de Deus é reconciliar, disse Francisco, comentando o trecho de Paulo aos Hebreus, no qual o Apóstolo fala da “nova aliança” estabelecida pelo Senhor com o seu povo eleito.
“O Deus que reconcilia”, afirmou o Papa, escolhe enviar Jesus para restabelecer um novo pacto com a humanidade e o fundamento deste pacto é o perdão. Um perdão que tem muitas características:
“Antes de tudo, Deus perdoa sempre! Não se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão. Mas Ele não se cansa de perdoar. Quando Pedro perguntou a Jesus: “Quantas vezes eu devo perdoar? Sete vezes?” – “Não sete vezes: setenta vezes sete”. Isso sempre. Deus perdoa assim: sempre. Se você viveu uma vida de muitos pecados e, no final, um pouco arrependido, pede perdão, Deus perdoa imediatamente! Ele perdoa sempre”.
E mesmo assim, a dúvida que poderia surgir no coração humano é sobre o “quanto” Deus está disposto a perdoar. Pois bem, repetiu Francisco, basta “arrepender-se e pedir perdão”: “não se deve pagar nada”, porque “Cristo já pagou por nós”. O modelo é o filho pródigo da parábola que, arrependido, prepara um discurso a fazer ao seu pai, o qual, por sua vez, não o deixa nem mesmo falar, mas o abraça e o beija:
“Não existe pecado que Ele não possa perdoar. Ele perdoa tudo. ‘Mas, padre, eu não me confesso porque aprontei muito, mas tanto, que não receberei o perdão…’ Não. Não é verdade. Perdoa tudo. Se você estiver arrependido, ele perdoa tudo. Quando… eh, muitas vezes não o deixa falar! Você começa a perdir perdão e Ele lhe faz sentir aquela alegria do perdão antes que você termine de contar tudo”.
E outra coisa, continuou o Papa: quando perdoa, Deus “faz festa”. E finalmente, Deus “esquece”. Porque o que importa para Deus é “encontrar-se conosco”. E aqui, Francisco sugere um exame de consciência aos sacerdotes dentro do confessionário. “Estão dispostos a perdoar tudo?”, “a esquecer os pecados daquela pessoa?”. A confissão, concluiu, “mais do que um juízo, é um encontro”:
“Muitas vezes, as confissões parecem um procedimento, uma formalidade : Tudo mecânico! Não! Onde está o encontro? O encontro com o Senhor que reconcilia, que abraça e faz festa? E este é o nosso Deus, tão bom. Devemos também ensinar: que as nossas crianças, os nossos jovens aprendam a se confessar bem, porque confessar-se não é ir a uma lavanderia para retirar uma mancha. Não! É ir ao encontro do Pai, que reconcilia, que perdoa e faz festa”.
Por Rádio Vaticano

As Vocações

1 - VOCAÇÃO LAICAL: É a vocação de todo batizado.

Sua origem está nos sacramentos do Batismo e da Crisma.
Sua missão é formar comunidade, transformar o mundo e melhorar a qualidade de vida das pessoas, assumindo uma profissão específica.
São os portadores do amor de Jesus Cristo no meio da família e da sociedade.

O fiel cristão leigo pode ser solteiro, casado ou consagrado no meio do mundo.

Casar ou ficar solteiro é uma opção de vida.

Existe, ainda, a consagração a Deus no meio do mundo.

Essa consagração pode ser individual e espontânea ou num Instituto Secular.

Existem no Brasil muitos Institutos Seculares masculinos e femininos. Essa vocação é uma forma mais livre de se consagrar a Deus, exercendo uma profissão específica. 



2 - VOCAÇÃO RELIGIOSA: 

Essa vocação é assumida por pessoas que se sentiram chamadas por Deus a doarem suas vidas por uma causa.

Trata-se da consagração a Deus assumindo os votos de pobreza, castidade e obediência, ingressando numa Congregação ou Ordem Religiosa.

Os religiosos e religiosas são os sinais visíveis do amor de Jesus Cristo pela sua Igreja e pelo mundo.

As congregações religiosas são mais de oitocentas (masculinas e femininas) e todas têm um carisma específico, deixado pelos fundadores.

As Congregações masculinas podem ser apostólicas e contemplativas.

As apostólicas estão inseridas nas atividades da Igreja, no meio da sociedade e do mundo. Atuam junto às paróquias, escolas, doentes, crianças, jovens, migrantes, pobres...

As contemplativas reproduzem a dimensão de Cristo "orante". São as pessoas chamadas a viverem nos mosteiros nos mais variados estilos. 

A maioria das congregações tem padres e irmãos ou freis consagrados.

Algumas congregações têm exclusivamente irmãos.

As Congregações femininas também podem ser ativas ou contemplativas.

As religiosas se consagram a Deus e são chamadas de Irmãs. Juntamente com os votos de castidade, obediência e pobreza, as irmãs dedicam suas vidas ao carisma a que se sentiram chamadas.

A Igreja Católica possui também muitos Institutos de Vida Apostólica.



3 - VOCAÇÃO SACERDOTAL

Jesus Cristo continua chamando pessoas para darem continuidade ? sua obra de amor, a construção do reino de Deus. 

A vocação sacerdotal é um dom de Deus para a Igreja e para o mundo.

O diácono, o padre e o bispo recebem da Igreja o "sacramento da ordem".

Um jovem para ser padre deve ingressar num seminário e estudar, a partir do segundo grau, as faculdades de filosofia e teologia. 

O Brasil possui cerca de 16.500 sacerdotes diocesanos e religiosos. Ultimamente o número de seminaristas tem aumentado graças ao trabalho de conscientização feito pela Pastoral Vocacional.

O que é Ano Litúrgico?

Ano Litúrgico

Ano Litúrgico é a celebração da vida de Jesus Cristo ao longo do ano. A cada ano, os cristãos revivem as etapas mais importantes da vida de nosso Senhor: seu nascimento, a morte, ressurreição, ascensão e o envio do Espírito Santo... No ano civil, somos orientados pelas estações (primavera, verão, outono, inverno) e pelas festas cívicas (carnaval, Tiradentes, Independência... ). No ano Litúrgico nossa caminhada de fé é marcada pelos movimentos fortes da vida do Senhor.

A expressão "Ano Litúrgico" começou a ser usada no século XIX, quando surgiu o Movimento Litúrgico. A liturgia foi coroada no Concílio Ecumênico Vaticano II, com a constituição "SACROSANCTUM CONCILIUM". O modo de como se organiza o Ano Litúrgico pode ser por tempos:

1. Tempo do Advento: 4 Domingos antes do natal;
2. Tempo do Natal: até o batismo do Senhor;
3. Tempo da Quaresma: 5 Domingos mais a Semana Santa;
4. Tempo Pascal: da Páscoa até Pentecostes;
5. Tempo Comum: 34 Domingos assim distribuídos - da festa do batismo do Senhor até o início da Quaresma; de Pentecostes até o 34º Domingo Comum.

Por isso, a cada Domingo que nos encontramos na Santa Missa Recebemos a Santidade de Cristo como fonte de graça, além de aprender a ser santo com Palavra de Deus.

Não dá mais para voltar - Padre Jonas Abib


Oração de São Francisco de Assis


Papa apoia esforços de combate ao HIV/AIDS

O Papa Francisco enviou uma mensagem para a 8ª Conferência da Sociedade Internacional da AIDS, sobre HIV Patogênese, Tratamento e Prevenção, que aconteceu esta semana em Vancouver, no Canadá. Por meio do Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, o Pontífice expressou sua estima pelo trabalho desenvolvido pela Associação.
Francisco declara-se satisfeito pelos muitos progressos feitos na prevenção e no tratamento da AIDS, particularmente com os medicamentos antirretrovirais. Para ele, as vidas que foram salvas, seja com a redução do número de infecções, seja com a melhor qualidade de vida dos infectados, testemunham os benefícios que se podem conquistar quando todos os setores da sociedade se unem num objetivo comum.
O Pontífice faz votos de que se encontre mais meios para que os frutos da pesquisa e os medicamentos disponíveis cheguem a um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo, especialmente às crianças órfãs.
Orações
O Santo Padre garantiu a todos os participantes as suas orações, na esperança que os avanços na farmacologia, no tratamento e na pesquisa sejam acompanhados por um “compromisso firme para promover o desenvolvimento integral de cada pessoa como um filho amado de Deus “.
A carta de Francisco, lida na abertura do evento, foi dirigida ao diretor do Centro de HIV/AIDS do Hospital São Paulo, em Vancouver, e Co-Presidente da Conferência, doutor Julio Montaner.
O Hospital é uma instituição de inspiração católica, fundada pelas Irmãs da Providência, e tem-se distinguido para demonstrar que o diagnóstico precoce e o tratamento de pessoas vivendo com o HIV não só salva vidas, mas também é 96% eficaz na prevenção da propagação da doença.
Números
Especialistas internacionais acreditam que poderiam debelar o HIV como emergência de saúde até 2030, se pelo menos 90% de todas as pessoas infectadas fossem corretamente diagnosticadas e tivessem acesso ao tratamento antirretroviral.
Em seu discurso de abertura da Conferência, o Diretor-Executivo do UNAIDS (o Programa para o HIV/AIDS da Organização Mundial da Saúde), Michel Sidibé, comemorou o fato de que 15 milhões de pessoas agora estão recebendo o tratamento, mas lembrou aos participantes que outros 22 milhões ainda não têm acesso a estes medicamentos e que muitos deles não sabem nem mesmo que estão infectados.
Por Rádio Vaticano