quarta-feira, 27 de maio de 2015

Rezando os Mistérios Gozosos.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Igreja não pode ser indiferente aos que sofrem, afirma Papa

papafrancisco_indiferenca-e-egoismoO Papa Francisco enviou, nesta quarta-feira, 18, uma mensagem aos fiéis do Brasil por ocasião do início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade 2015.
O Santo Padre enfatizou que o tempo quaresmal é um período de penitência, oração e caridade, e de identificar-se com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos, sobretudo aos mais necessitados.
Nesse sentido, o Pontífice destacou o tema da campanha deste ano “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e enfatizou que, de fato, a Igreja não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor.
“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”, afirmou.
Mas, o que fazer? questiona Francisco na mensagem.
O Santo Padre explicou que, durante os 40 dias em que Deus chama o seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade, como serviço de edificação do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro.
Ele destaca que essa contribuição da igreja encontra forma muito concreta na sua Doutrina Social, “com a qual quer assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano”.
E isso não é uma tarefa exclusiva das instituições, afirmou o Pontífice. Francisco disse que cada um deve fazer sua parte, começando por sua própria casa e trabalho, com as pessoas com que se relacionam, e de modo concreto, com os mais pobres e necessitados.
“Lembremo-nos que cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo, sobretudo sabendo acolher, porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo – não ficamos mais pobres, mas enriquecemos”, ressaltou.
Diante disso, o Papa convida cada fiel a examinar sua consciência sobre o compromisso concreto e efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.
Francisco conclui a mensagem recordando que quando Jesus diz: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), Ele ensina aquilo que resume a identidade do cristão: “amar servindo”.
Por fim, o Pontífice fez votos que “o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação”.
Por Canção Nova 

Como nasceram a Ave-Maria e o terço?

topicPergunta
Eu gostaria de saber um pouco mais sobre a linda oração da Ave-Maria. Quando nasceu? Como entrou na tradição cristã? As primeiras palavras são da Anunciação, mas e as outras, como foram acrescentadas? Eu também gostaria de saber sobre a tradição do rosário e de onde vem seu nome.
Resposta – Por Ida Tiezzi, professora de Mariologia
A história do rosário é complexa e, de certa maneira, tem relação com a difusão, no Ocidente, da prática da oração da Ave-Maria.
A primeira parte da Ave-Maria (começando com “Ave, Maria, cheia de graça…” até “bendito é o fruto do vosso ventre”) é a mais antiga e está composta pelas palavras do Evangelho de Lucas, na parte da Anunciação (Lc 1, 28) e da visita a Isabel (Lc 1, 42).
Desde os primeiros séculos, o mundo cristão usou a saudação do anjo Gabriel com intenção cultual (diversos hinos litúrgicos são exemplo disso; entre eles, o mais famoso é o hino Akathistos, que retoma continuamente o “Ave” de Gabriel, celebrando Maria no mistério do Verbo encarnado.
No entanto, sabemos também, de fontes históricas, que, na Igreja Ocidental, essa primeira parte da Ave-Maria foi introduzida, no século VI, na liturgia do IV domingo do Advento e depois na liturgia da Anunciação (século VII).
É somente entre os séculos XI-XII que encontramos um uso generalizado e popular da oração da Ave-Maria (sempre até “bendito é o fruto do vosso ventre”), e frequentemente, nesta época, os concílios recomendavam que a oração fosse ensinada aos fiéis.
Nessa mesma época, nos mosteiros, começou a prática do rosário, chamado de “Saltério da Ave-Maria” (havia outro “Saltério do Pai-Nosso”): uma repetição devota da Ave-Maria, 150 vezes, substituindo os 150 salmos (saltério) para os monges que não sabiam ler.
No século XIV, o “Saltério da Ave-Maria” foi subdividido em 15 dezenas, intercaladas com a oração do Pai-Nosso. Nesse período, espalhou-se a lenda da instituição do rosário por parte de São Domingos; na realidade, como vimos, o saltério mariano está documentado antes de São Domingos, mas foi ele e seus frades pregadores que, usando esta forma de oração, contribuíram para sua difusão.
No século XV, a oração da Ave-Maria foi completada com o nome de Jesus (“… fruto do vosso ventre, Jesus”) e com toda a segunda parte: “Santa Maria, Mãe de Deus…” (cujo texto mais antigo parece ter sido formulado, um pouco antes, no santuário da Santíssima Anunciação de Florência).
Desse período procedem as primeiras tentativas de conjugar a oração da Ave-Maria com a mediação dos principais mistérios evangélicos, e o saltério mariano mudou de nome, para chamar-se “rosário da bendita Virgem Maria”.
Finalmente, em 1569, o Papa Pio V, com a bula “Consueverunt romani pontifices”, consagrou uma forma de rosário que é praticamente idêntica à que usamos ainda hoje.
Este complexo percurso histórico nos diz que tanto a oração da Ave-Maria quanto a do terço nascem da fé da Igreja em Cristo, Verbo eterno, que se encarnou no ventre de Nossa Senhora para a nossa salvação.
“O interminável louvor que o rosário tributa a Maria tem seu fundamento em Jesus, a quem se dirige todo louvor. Os louvores dirigidos a Ela buscam apenas proclamar e defender com toda severidade a fé em Jesus como Deus e como Homem. Toda Ave-Maria recitada em sua eterna memória nos recorda que houve um Homem que, sendo eternamente beato, não desprezou, por amor aos pecadores, o corpo da Virgem” (cardeal Newman).
Por Toscana Oggi via Aleteia

O Padre Pio e os anjos da guarda

topicO Padre Pio, durante sua vida, teve encontros com anjos e chegou a conhecê-los bem. E também recebeu locuções interiores que teve de discernir de quem vinham e como deveria agir com relação a elas.
Em uma carta escrita em 15 de julho de 1913 a Anitta, ele oferece uma série de valiosos conselhos sobre como agir com relação ao anjo da guarda, às locuções e à oração.
Querida filha de Jesus:
Que o seu coração sempre seja o templo da Santíssima Trindade, que Jesus aumente em sua alma o ardor do seu amor e que Ele sempre lhe sorria como a todas as almas a quem Ele ama. Que Maria Santíssima lhe sorria durante todos os acontecimentos da sua vida, e abundantemente substitua a mãe terrena que lhe falta.
Que seu bom anjo da guarda vele sempre sobre você, que possa ser seu guia no áspero caminho da vida. Que sempre a mantenha na graça de Jesus e a sustente com suas mãos para que você não tropece em nenhuma pedra. Que a proteja sob suas asas de todas as armadilhas do mundo, do demônio e da carne.
Você tem uma grande devoção a esse anjo bom, Anita. Que consolador é saber que perto de nós há um espírito que, do berço ao túmulo, não nos abandona em nenhum instante, nem sequer quando nos atrevemos a pecar! E este espírito celestial nos guia e protege como um amigo, um irmão.
É muito consolador saber que esse anjo ora sem cessar por nós, oferece a Deus todas as nossas boas ações, nossos pensamentos, nossos desejos, se são puros.
Pelo amor de Deus, não se esqueça desse companheiro invisível, sempre presente, sempre disposto a nos escutar e pronto para nos consolar. Ó deliciosa intimidade! Ó deliciosa companhia! Se pudéssemos pelo menos compreender isso…!
Mantenha-o sempre presente no olho da sua mente. Lembre-se com frequência da presença desse anjo, agradeça-lhe, ore a ele, mantenha sempre sua boa companhia. Abra-se a ele e confie seu sofrimento a ele. Tome cuidado para não ofender a pureza do seu olhar. Saiba disso e mantenha-o bem impresso em sua mente. Ele é muito delicado, muito sensível. Dirija-se a ele em momentos de suprema angústia e você experimentará sua ajuda benéfica.
Nunca diga que você está sozinha na batalha contra os seus inimigos. Nunca diga que você não tem ninguém a quem abrir-se e em quem confiar. Isso seria um grande equívoco diante desse mensageiro celestial.
No que diz respeito às locuções interiores, não se preocupe, tenha calma. O que se deve evitar é que o seu coração se uma a estas locuções. Não dê muita importância a elas, demonstre que você é indiferente. Não despreze seu amor nem o tempo para essas coisas. Sempre responda a estas vozes:
“Jesus, se és Tu quem está me falando, permite-me ver os fatos e as consequências das tuas palavras, ou seja, a virtude santa em mim.”
Humilhe-se diante do Senhor e confie nele, gaste suas energias pela graça divina, na prática das virtudes, e depois deixe que a graça aja em você como Deus quiser. É a virtude que santifica a alma, e não os fenômenos sobrenaturais.
E não se confunda tentando entender que locuções vêm de Deus. Se Deus é seu autor, um dos principais sinais é que, no instante em que você ouve essas vozes, elas enchem sua alma de medo e confusão, mas logo depois a deixam com uma paz divina. Pelo contrário, quando o autor das locuções interiores é o diabo, elas começam com uma falsa segurança, seguida de agitação e um mal-estar indescritível.
Não duvido em absoluto de que Deus seja o autor das locuções, mas é preciso ser cautelosos, porque muitas vezes o inimigo mistura uma grande quantidade do seu próprio trabalho através delas.
Mas isso não deve assustá-la; a isso foram submetidos os maiores santos e as almas mais ilustradas, e que foram acolhidas pelo Senhor.
Você precisa simplesmente ter cuidado para não acreditar nessas locuções com muita facilidade, sobretudo quando elas se digam como você deve se comportar e o que tem de fazer. Receba-as e submeta-as ao juízo de quem a dirige espiritualmente. E siga a sua decisão.
Portanto, o melhor a se fazer é receber as locuções com muita cautela e indiferença constante. Comporte-se dessa maneira e tudo aumentará seu mérito diante do Senhor. Não se preocupe com sua vida espiritual: Jesus a ama muito. Procure corresponder ao seu amor, sempre progredindo em santidade diante de Deus e dos homens.
Ore vocalmente também, pois ainda não chegou a hora de deixar estas orações. Com paciência e humildade, suporte as dificuldades que você tem ao fazer isso. Esteja sempre pronta também para enfrentar as distrações e a aridez, mas nunca abandone a oração e a meditação. É o Senhor que quer tratá-la dessa maneira para seu proveito espiritual.
Perdoe-me se termino por aqui. Só Deus sabe o muito que me custa escrever esta carta. Estou muito doente; reze para que o Senhor possa desejar me livrar desse pequeno corpo logo.
Eu a abençoo, junto à excelente Francesca. Que você possa viver e morrer nos braços de Jesus.
Pe. Pio
Por Oleada Joven via Aleteia

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os Sacramentos da Igreja.


Os Sacramentos da Iniciação Cristã: Pelos sacramentos da iniciação cristã - Batismo,Confirmação e Eucaristia - são lançados os fundamentos de toda vida cristã. A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom mediante a graça de Cristo, apresenta certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. O fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade. Os Sacramentos da Cura: Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos "em vasos de argila" (2Cor 4, 7). Agora, ela ainda se encontra "escondida com Cristo em Deus" (Cl 3, 3). Estamos ainda em "nossa morada terrestre" (cf. 2Cor 5, 1), sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado. O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restitui-lhe a saúde do corpo (cf. Mc 2, 1-12), quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: oSacramento da Penitência e oSacramento da Unção dos Enfermos. Os Sacramentos do Serviço da Comunhão: O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. Conferem as graças necessárias à vida segundo o Espírito nesta vida de peregrinos a caminho da Pátria. Dois outros, o Sacramento da Ordem e o Sacramento do Matrimônio, estão ordenados à salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, isso acontece por meio do serviço aos outros. Conferem uma missão particular na Igreja e servem para a edificação do Povo de Deus. Nesses sacramentos, os que já foram consagrados pelo Batismo e pala Confirmação para o sacerdócio comum de todos os fiéis podem receber consagrações específicas. Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja. Por sua vez, os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial.

Dizei Uma Só Palavra

DIZEI UMA SÓ PALAVRA

Uma só palavra de Deus seria o bastante para transformar toda a nossa existência, e isso pelo fato de ser palavra de Deus e não palavra de um homem.

É possível notar que esta superficialidade é tantas vezes causada pelas feridas que trazemos ao longo de nossa história.

Maria é o nosso grande modelo de abertura à palavra: se abriu de tal forma que o verbo (a palavra) se fez carne em seu ventre e através dela, a palavra habitou entre nós, Jesus veio ao mundo.

Que ela nos conduza e nos ensine a acolher a palavra em nossa vida. Para isso, pedimos: "Mãe da Divina Graça, Rogai por nós."

quarta-feira, 6 de maio de 2015

7 mil crianças da ‘Fábrica da paz’ se encontram com o Papa

O Papa Francisco receberá, na próxima segunda-feira (11/05), na Sala Paulo VI, no Vaticano, sete mil crianças que irão conversar com o pontífice sobre paz, amor, acolhimento e integração.
Este será o primeiro evento organizado pela ‘Fábrica da paz’, iniciativa lançada nesta terça-feira (05/05), na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, a fim de mobilizar as instituições, os meios de comunicação, os organismos eclesiais, organizações não governamentais, o mundo do trabalho e da política a construírem agora e no futuro um mundo de paz.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, participou da coletiva de apresentação da ‘Fábrica da paz’ e entrevistado pela nossa emissora disse:
“O Papa é muito feliz de dialogar com as crianças, de brincar com elas e acolhê-las. O fato de ter uma iniciativa de educação que comece do ensino fundamental para recomeçar a educar para a paz com métodos adequados, fazendo encontrar crianças de condições, etnias e religiões diferentes como as que se encontram nas escolas públicas da Itália e em muitos outros âmbitos da sociedade italiana, é uma ideia importante e esperamos que consiga criar um movimento que seja arraigado na realidade de base que é o ensino fundamental para dar frutos de paz na medida em que as crianças crescem, com a solidariedade das instituições, das associações e de todas as pessoas envolvidas no campo da educação. O Papa fala de um “pacto educacional” entre famílias, escolas e sociedade; fala de uma “aldeia” necessária, como dizem os africanos, para educar a criança, portanto, de uma realidade comunitária muito ampla para educar, e fala de uma cultura do encontro que supere toda diferença e fronteira, até mesmo de tipo confessional, para o bem comum e da sociedade. O Papa pode dar uma contribuição inspiradora muito forte e com profunda sintonia a este projeto. Esperamos que dê bons frutos.”
A Rádio Vaticano entrevistou também a psicóloga Maria Rita Parsi, promotora do evento junto com outras personalidades, sobre a iniciativa que pretende educar para a paz.
“As crianças são o presente e o futuro e a elas devemos dar o testemunho de um mundo que deve ser pacificado, porque se não for assim o Planeta não conseguirá superar os traumas contínuos. Infelizmente, a agonia das guerras, do consumo que se faz do Planeta, e da violência chegaram a um ponto, junto com o mundo virtual que caminha paralelamente com o mundo real, que se não colocamos regras, normas, se não encontramos a maneira de ser tolerantes entre nós, de nos unir, de nos confrontar e dialogar, acredito que não existirá futuro, realmente, para o Planeta. Portanto, não haverá futuro para as crianças, para os futuros adolescentes e os adolescentes que hoje estão entre nós.”
Por que a escolha da palavra fábrica?
“Porque a paz tem de ser construída colocando tijolo por tijolo e os tijolos desta fábrica são as crianças. São o recurso efetivo da mudança, pois as crianças podem fazer uma revolução autêntica do coração.”
Quais aliados vocês têm na construção desta fábrica?
“Passar pelas escolas para formar os formadores. Envolver sobretudo quem educa. Portanto, as famílias, as instituições, ou seja, tudo o que está ligado ao social, à política, ao mundo do esporte e ao mundo espiritual. Nós somos um ponto de referência para essas ações sobre a paz que devem ser ações de profunda mudança cultural. As pessoas devem pensar na paz como devem pensar na água que estão desperdiçando, como devem pensar em se opor à fome que está aumentando. Todas as possibilidades de mudança e transformação passam pelo diálogo e a tolerância, passam pela paz.”
Por Rádio Vaticano

Papa: é preciso coragem para amar. E recorda fim da II Guerra Mundial



AFP4146753_ArticoloA beleza do matrimônio cristão foi o tema da catequese de Francisco nesta quarta-feira (06/05), na Audiência Geral.
Ao ingressar na Praça S. Pedro, o Pontífice saudou a multidão a bordo de seu papamóvel, para receber e retribuir o carinho dos peregrinos. Em especial, se mostrou entusiasmado com um grupo de chineses.
Ao se dirigir aos fiéis, Francisco explicou que o matrimônio não é simplesmente uma cerimônia, bela e ornamentada, que se realiza na igreja, mas um sacramento que gera uma nova comunidade familiar que edifica a Igreja.
O Papa citou o Apóstolo Paulo, quando fala deste sacramento como um “grande mistério”, a imagem do amor entre Cristo e a Igreja. “Trata-se de uma analogia imperfeita”, explicou Francisco, mas que nos ajuda a entender seu sentido espiritual “altíssimo e revolucionário”.
O marido, diz Paulo, deve amar a mulher “como o próprio corpo”, amá-la como Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela. O Pontífice chamou em causa os maridos presentes na Praça, perguntando-lhes se têm consciência dessa responsabilidade. “Isso não é brincadeira, é serio”, disse.
Por isso, os esposos são chamados a viver a radicalidade de um amor que, iluminado pela fé, restabelece a reciprocidade da entrega e dedicação segundo o projeto original de Deus para a humanidade.
O Papa perguntou aos fiéis: “Aceitamos profundamente este elo indissolúvel da história de Cristo e da Igreja com a história do matrimônio e da família humana? Estamos dispostos a assumir seriamente esta responsabilidade?”
Neste sentido, a Igreja participa plenamente na história de cada casal cristão: alegra-se com os seus êxitos e sofre com os seus fracassos. Isso é assim porque os esposos participam na missão da Igreja justamente enquanto esposos, dando testemunho da sua fidelidade corajosa à graça deste sacramento. “Por isso digo aos recém-casados que são corajosos, porque é preciso coragem para amar-se como Cristo amou a Igreja”.
A Igreja, acrescentou Francisco, necessita deste sacramento para oferecer a todos os dons da fé, do amor e da esperança. O Papa concluiu:
“São Paulo tem razão: trata-se de um grande mistério! Homens e mulheres, suficientemente corajosos para levar este tesouro nos vasos de argila da nossa humanidade, são um recurso essencial para a Igreja e para o mundo. Deus os abençoe mil vez por isso!”
Ao saudar os grupos na Praça, Francisco recordou que nos próximos dias serão celebrados os 70 anos do final da II Guerra Mundial. E afirmou:
“Confio a Maria Rainha da Paz os votos de que a sociedade aprenda com os erros do passado e que diante dos conflitos atuais que estão dilacerando algumas regiões do mundo, todos os responsáveis civis se empenhem na busca do bem comum e na promoção da cultura da paz.”
Por Rádio Vaticano