quarta-feira, 6 de maio de 2015

7 mil crianças da ‘Fábrica da paz’ se encontram com o Papa

O Papa Francisco receberá, na próxima segunda-feira (11/05), na Sala Paulo VI, no Vaticano, sete mil crianças que irão conversar com o pontífice sobre paz, amor, acolhimento e integração.
Este será o primeiro evento organizado pela ‘Fábrica da paz’, iniciativa lançada nesta terça-feira (05/05), na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, a fim de mobilizar as instituições, os meios de comunicação, os organismos eclesiais, organizações não governamentais, o mundo do trabalho e da política a construírem agora e no futuro um mundo de paz.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, participou da coletiva de apresentação da ‘Fábrica da paz’ e entrevistado pela nossa emissora disse:
“O Papa é muito feliz de dialogar com as crianças, de brincar com elas e acolhê-las. O fato de ter uma iniciativa de educação que comece do ensino fundamental para recomeçar a educar para a paz com métodos adequados, fazendo encontrar crianças de condições, etnias e religiões diferentes como as que se encontram nas escolas públicas da Itália e em muitos outros âmbitos da sociedade italiana, é uma ideia importante e esperamos que consiga criar um movimento que seja arraigado na realidade de base que é o ensino fundamental para dar frutos de paz na medida em que as crianças crescem, com a solidariedade das instituições, das associações e de todas as pessoas envolvidas no campo da educação. O Papa fala de um “pacto educacional” entre famílias, escolas e sociedade; fala de uma “aldeia” necessária, como dizem os africanos, para educar a criança, portanto, de uma realidade comunitária muito ampla para educar, e fala de uma cultura do encontro que supere toda diferença e fronteira, até mesmo de tipo confessional, para o bem comum e da sociedade. O Papa pode dar uma contribuição inspiradora muito forte e com profunda sintonia a este projeto. Esperamos que dê bons frutos.”
A Rádio Vaticano entrevistou também a psicóloga Maria Rita Parsi, promotora do evento junto com outras personalidades, sobre a iniciativa que pretende educar para a paz.
“As crianças são o presente e o futuro e a elas devemos dar o testemunho de um mundo que deve ser pacificado, porque se não for assim o Planeta não conseguirá superar os traumas contínuos. Infelizmente, a agonia das guerras, do consumo que se faz do Planeta, e da violência chegaram a um ponto, junto com o mundo virtual que caminha paralelamente com o mundo real, que se não colocamos regras, normas, se não encontramos a maneira de ser tolerantes entre nós, de nos unir, de nos confrontar e dialogar, acredito que não existirá futuro, realmente, para o Planeta. Portanto, não haverá futuro para as crianças, para os futuros adolescentes e os adolescentes que hoje estão entre nós.”
Por que a escolha da palavra fábrica?
“Porque a paz tem de ser construída colocando tijolo por tijolo e os tijolos desta fábrica são as crianças. São o recurso efetivo da mudança, pois as crianças podem fazer uma revolução autêntica do coração.”
Quais aliados vocês têm na construção desta fábrica?
“Passar pelas escolas para formar os formadores. Envolver sobretudo quem educa. Portanto, as famílias, as instituições, ou seja, tudo o que está ligado ao social, à política, ao mundo do esporte e ao mundo espiritual. Nós somos um ponto de referência para essas ações sobre a paz que devem ser ações de profunda mudança cultural. As pessoas devem pensar na paz como devem pensar na água que estão desperdiçando, como devem pensar em se opor à fome que está aumentando. Todas as possibilidades de mudança e transformação passam pelo diálogo e a tolerância, passam pela paz.”
Por Rádio Vaticano

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